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Venda de carros desaquecida cai 4,6% em agosto


O brasileiro pisou no freio. Já não está mais comprando tantos carros. Nas montadoras, os pátios estão começando a ficar cheios. Nas concessionárias, o movimento já não é mais aquele. Os especialistas dizem que o setor exagerou no otimismo. Produziu mais que a procura. As montadoras dizem que as vendas caíram por causa da diminuição do crédito e do aumento de impostos, como o IPI.

venda de carros

A indústria de automóveis costuma reclamar bastante quando se sente ameaçada de alguma maneira. Em agosto, as vendas de carros caíram quase 5%. Algumas montadoras começaram a dar férias coletivas para os funcionários.

A concessionária abriu no feriado, mas poucos clientes apareceram. Acabou fechando as portas duas horas antes do previsto. Outra revenda também convocou os funcionários para trabalhar na quarta-feira (12) e eles não tiveram muito o que fazer. Maria olhou e decidiu pesquisar mais. “Vou em outras lojas para ver se está mais ou menos dentro do preço”, comentou.

 

Manoel Moreira Marque, gerente-geral da concessionária, diz que as vendas caíram 20% em agosto e até agora não voltaram aos patamares de julho. “Houve no meio do ano uma dificuldade gerada pela falta de crédito e aí cria-se uma dificuldade nas vendas”, afirma.

Segundo o IBGE, em agosto houve queda de 4,6% na venda de veículos no país em relação a julho. Para o instituto, é um sinal do desaquecimento da economia que coincidiu com um aumento no preço dos automóveis.

Com os pátios cheios, algumas montadoras resolveram dar férias coletivas para os funcionários. É uma medida pra tentar reduzir os estoques e depois ajustar a produção à demanda.

Em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, pelo menos 1,7 mil funcionários da Volkswagen entraram em férias na segunda e só retornam no próximo dia 23. Para Arthur Barrionuevo, professor e economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as montadoras exageraram nas previsões de vendas em um momento em que a economia vinha muito bem.

“Ela vinha crescendo em um ritmo muito rápido, então era natural que existissem estimativas muito otimistas em relação ao o que aconteceria no mercado de automóveis, como nos outros também. Nos últimos meses essa tendência mudou um pouco. É possível que tenha havido durante algum tempo uma estimativa um pouco otimista”, explica Arthur Barrionuevo.

O professor da FGV acredita em uma retomada nas vendas no fim do ano. “É um período em que as vendas tendem a crescer por causa de Natal e 13° salário. Acredito que agora as expectativas das empresas vão ser ajustar ao crescimento efetivo da demanda”, acrescenta Arthur Barrionuevo.

Apesar da queda nas vendas em agosto, a expectativa ainda é de crescimento para o setor automotivo. As vendas devem ser 5% maiores do que em 2010.

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