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Desaceleração da economia brasileira preocupa países vizinhos do Brasil


Os países vizinhos do Brasil estão apreensivos com o desempenho da economia brasileira. Os sinais de desaceleração ficaram claros com a divulgação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre deste ano, que registrou variação zero em relação ao trimestre anterior, de acordo com o IBGE.

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Assessores dos governos e analistas econômicos destacaram que o desempenho da economia brasileira tem hoje influência maior nos países vizinhos do que a crise europeia e dos Estados Unidos.

“O que acontece no Brasil hoje afeta diretamente a economia argentina. A crise na Europa ainda é para nós um fato distante. Por isso, o resultado do PIB merece nossa atenção. Se o Brasil vai bem, podemos exportar mais para seu mercado“, disse o economista argentino Diego Giacomini, da consultoria Economia e Regiões, de Buenos Aires.

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Estagnação da economia no 3º trimestre não surpreende


A estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, não surpreendeu, embora a expectativa fosse de um pequeno crescimento no período.

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A avaliação é da economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Silvia Matos. Para ela, a piora da economia no cenário internacional por conta da crise na Europa foi o fator que mais contribuiu para o resultado.

“A gente estava esperando um resultado um pouco positivo, mas a estabilidade não surpreendeu, afinal o ano já tinha começado com uma política de aperto monetário. O que contribuiu bastante realmente foi a piora do cenário internacional. Tivemos notícias muito ruins, câmbio com muita volatilidade e o investimento e a indústria sofrendo muito”, disse.

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Empresários do Brasil ganham mercado na zona do euro


A contenção da economia nas maiores potências do globo ainda não intimidou as marcas brasileiras. Em 2010, as franquias nacionais registraram um crescimento de 12% no exterior, e aumentaram para 79 o número de empresas brasileiras com representação fora do território nacional, segundo dados da Associação Brasileira de Franquias (ABF). “Temos um terreno muito próspero na Espanha e em Portugal, que é, aliás, o país na Europa com o maior número de marcas nossas”, disse em conversa com a DW Brasil Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF. São 38 marcas brasileiras em 118 lojas portuguesas. Na Espanha e França estão instaladas, respectivamente, 33 e 15 franquias.

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Na Alemanha, duas marcas brasileiras administram três representações. Sem medo da crise, a Morana Acessórios se prepara para inaugurar sua terceira unidade em Portugal. A loja de bijuterias se lançou no mercado internacional em 2006 e administra outras duas representações nos Estados Unidos. “Percebemos que o DNA de moda brasileira funciona fora do país. E até em função da crise, vários consumidores começam a olhar o nosso produto com outros olhos: por causa da queda do poder aquisitivo, as pessoas deixam de comprar joias”, avalia Eduardo Morita, diretor do Grupo Ornatus.

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FMI diz, “Economia do Brasil é sólida e resistente à crise


Em uma visita protocolar ao Brasil, a chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, e o ministro Guido Mantega (Fazenda) destacaram o risco de contaminação de outros países com a crise na Europa e a necessidade de os governos agirem rapidamente, mas não avançaram em direção a medidas concretas do fundo com a participação de economias emergentes.

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Em entrevista após o encontro, Lagarde comentou a ação coordenada feitas pelos Bancos Centrais do Canadá, Reino Unido, Japão, EUA e Suíça, além do Banco Central Europeu na quarta-feira (30), quando reduziram taxas para o intercâmbio de moeda entre os países. “Notamos que esse tipo de ação produz efeitos imediatos. Trata-se de uma iniciativa positiva, não a única necessária, mas positiva”.

Lagarde afirmou que nenhum país está imune à crise na Europa, mas que o Brasil está mais protegido. Segundo ela, as projeções do órgão para o crescimento da economia mundial serão reduzidas. A chefe do FMI destacou a estratégia macroeconômica do país baseada em três pilares: metas de inflação, taxa de câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. “Graças a esse coquetel, a economia está sólida e pode resistir”; o Brasil “está protegido pela força de seu mercado interno e por suas boas políticas macroeconômicas”, acrescentou.

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Governo lança pacote contra crise


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem pela manhã uma série de medidas de estímulo à economia brasileira. Entre elas, redução do Imposto sobre Produtos Industrializados para eletrodomésticos da linha branca, como geladeira e fogão. E as famílias com renda entre zero e três salários-mínimos poderão financiar, com subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida, imóveis de até R$ 85 mil. Antes o valor era de R$ 75 mil.

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Mantega anunciou ainda o imposto zero para massas alimentícias, o barateamento de empréstimos e a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras a estrangeiros nas aplicações em Bolsa de Valores. “Não deixaremos que a crise internacional contamine a economia brasileira. Mesmo com crise internacional, temos condições de tomar medidas necessárias para que a economia brasileira continue o crescimento. Nossa força continua na demanda interna”, explicou o ministro, garantindo que as medidas adotadas vão permitir que o Brasil cresça 5% em 2012.

“Tudo isso permite que o País continue criando empregos. Hoje, o Brasil é um dos que mais geram empregados no mundo”, disse.

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Brasil pode ser a 5ª economía mundial


O Brasil é o tema de capa da The Economist nesta semana. Com uma foto do Cristo Redentor subindo como um foguete, a revista britânica diz que o “Brasil decola”. A publicação afirma que o País deve se tornar a quinta maior economia do mundo em uma década após 2014, ultrapassando o Reino Unido e a França. No entanto, avalia que o maior risco para a nação é a “arrogância”.

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A revista lembra que, quando o Goldman Sachs lançou o acrônimo BRIC, a presença do Brasil, ao lado da Rússia, Índia e China, era questionada. No entanto, o País supera as demais nações do grupo em alguns pontos. “Ao contrário da China, é uma democracia. Ao contrário da Índia, não tem insurgentes, conflitos religiosos ou étnicos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais do que petróleo e armas e trata os investidores estrangeiros com respeito”, diz a extensa reportagem.

Governo do Brasil adota medidas para combater a crise


Os esforços para manter a economia brasileira aquecida já estão em pleno andamento, segundo ficou claro, hoje (10), em duas cerimônias no Palácio do Planalto. Na primeira, o governo sancionou a nova lei do Supersimples, que na prática permitirá às micro e pequenas empresas crescer sem pagar mais tributos. Medida semelhante beneficiou os microempreendedores individuais.

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Na segunda, sete Estados foram autorizados a contratar mais R$ 21,3 bilhões em novos empréstimos para investir, elevando para R$ 37 bilhões o total liberado nas duas últimas semanas. Eles contribuirão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “A minha pauta é completamente diferente da pauta dos países desenvolvidos”, afirmou a presidente Dilma Rousseff. “Os países desenvolvidos discutem crise, dívida soberana e dívida de banco. Nós aqui discutimos investimento, redução de imposto, crescimento e como é que nós vamos, cada vez mais, ampliar o espaço do Brasil no mundo”.

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