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Prognóstico do crédito desacelera para o segundo semestre


O Ministério da Fazenda avalia no documento "Economia Brasileira em Perspectiva" do bimestre março e abril que os dados de crédito mostram um realinhamento para uma trajetória mais sustentável de crescimento. No documento, a Fazenda ressalta que as projeções do Banco Central indicam que a taxa atual de crescimento das operações – próxima a 20% – irá gradualmente desacelerar, para atingir 15% no final do ano.

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O ministério destaca essa desaceleração não significa "uma parada brusca no mercado de crédito", mas apenas que as operações continuarão crescendo a taxas menos elevadas. "Ademais, algumas linhas de crédito, como os empréstimos imobiliários, e os financiamentos para investimentos de longo prazo continuarão sendo incentivadas", diz o boletim.

De acordo com a Fazenda, o dinamismo do mercado de crédito pode ser explicado pelo aumento da renda real em anos recentes, pelo processo de formalização do mercado de trabalho (com 15 milhões de empregos criados nos últimos 8 anos) e pela expansão de diversos mecanismos de políticas sociais e de distribuição de renda. Para o ministério, a dinâmica do endividamento no País permanece favorável. Para ilustrar essa avaliação, o boletim aponta dados da OCDE que mostram que o estoque de dívidas no Brasil corresponde a 35% da renda do trabalho, em contraponto a aproximadamente 180% nos Estados Unidos e mais de 80% nos demais países do G-7.

Além disso, a avaliação da equipe econômica é que a oferta de crédito provêm de um sistema financeiro historicamente líquida. "O recente dinamismo de crédito no Brasil tem provado ser sustentável, respaldado por uma regulação conservadora que visa mitigar riscos de mercado. Espera-se reforço da regulação e supervisão da administração de risco no setor bancário, a partir da implementação das recomendações do Comitê de Basileia. O ministério avalia, também, que o volume de crédito ainda é baixo em comparação à média internacional.

O ministério enxerga uma desaceleração da economia a partir do segundo trimestre de 2011, mas mantém em 4,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. "Para o período remanescente de 2011, a expectativa é de desaceleração da atividade econômica, devido especialmente à maturação dos efeitos das medidas de política econômica", afirma o ministério. A estimativa ainda é considerada como "um crescimento ainda robusto", representando expansão sustentável da atividade econômica, com geração de empregos e da renda. O dado do Ministério da Fazenda está acima dos 4% projetados pelo Banco Central.

A Fazenda avalia que a expansão do PIB de 1,3% no primeiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior, é resultado do desempenho da demanda doméstica, sobretudo dos investimentos, como também pelo desempenho da indústria, da construção civil e da agropecuária.

O ministério calcula que o consumo das famílias crescerá 7% em 2011 enquanto que o consumo do governo subirá 3,3%. Os investimentos devem ter alta de 21,9%. Para o comércio exterior, a projeção é de crescimento de 11,5% para as exportações e de 36,2% para as importações.

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  1. […] na merenda escolar e formação de estoques públicos. “Países como o Brasil mostram que políticas e investimentos corretos ajudam a melhorar a qualidade e segurança alimentar, permitindo que campesinos pobres […]

    Pingback por Economia Brasil pensando na Agricultura Familiar — 4 de novembro de 2012 #

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