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Presidente uruguaio crê em suspensão do IPI a veículos do país


O presidente do Uruguai, José Mujica, se mostrou convencido nesta terça-feira de que o Brasil suspenderá em poucos dias as barreiras tarifárias impostas recentemente à entrada de veículos uruguaios no país, como parte de um pacote de medidas para proteger o setor automotivo brasileiro.

Effa

"O problema são as dificuldades jurídicas que podem representar uma demora, e não a decisão de suspender esse imposto para a importação de automóveis do Uruguai", disse Mujica sobre a negociação que funcionários dos dois países fazem nesta terça-feira para resolver a disputa.

Entretanto, fontes oficiais de Brasília dizem que o Governo de Dilma Roussef apenas se comprometeu a estudar uma possível isenção da alta de impostos a automóveis importados para aqueles procedentes do Uruguai. A alta de 30 pontos percentuais dos impostos se aplica aos veículos importados de fora do Mercosul e aos procedentes de países do bloco comercial (Argentina, Paraguai e Uruguai) que não cumpram uma série de requisitos.

Para evitar a alta tributária, que se aplicará até 31 de dezembro de 2012, os produtores fixados em um país do Mercosul terão que utilizar no mínimo 65% de peças produzidas no bloco, entre outras condições. Após participar de um encontro com a missão uruguaia, liderada pelo subsecretário de Economia, Luis Porto, a secretária de Desenvolvimento da Produção do Brasil, Heloísa Menesez, afirmou que o governo estudará com carinho a situação do Uruguai, e que a medida não pretende causar um impacto na relação entre os dois países.

O Uruguai exporta anualmente ao Brasil cerca de 15 mil veículos por um valor total de US$ 150 milhões. O setor automotivo uruguaio emprega diretamente mil pessoas, e a medida brasileira já teve efeitos, porque a empresa de capital chinês Effa anunciou na última quinta-feira o fechamento temporário de sua montadora de veículos em San José.

A verdade é que o Mercosul foi feito para potenciar as industrias locais de cada país membro e não para oficiar de alavanca para o ingresso de mercadorias de fora do bloco com mínima participação de mão de obra local e produção.

O Uruguai esta sendo leviano com os requisitos para as empresas estrangeiras desembarquem no seu país e a verdade é que a maior parte das matérias primas vem semi-acabadas de fora do bloco e intrazona o único que se faz e a montagem aportando um mínimo valor agregado que não é competência leal para as montadoras brasileiras.

Antes de solicitar uma isenção ao governo brasileiro que procura ver por milhões de postos de trabalho e centenas de milhões de dólares em risco se a industria automotriz se prejudicar, deveria exigir aquelas empresas que venham se instalar no seu país, os mesmos requisitos que o Brasil exige para assim competir lealmente no mercado.

Mas, os impostos excessivos que a atividade industrial no país tem, um sindicato (a UMRA) que não permite a formação de novos operários para manter o patamar de salários elevadísimo, e que impede os donos da montadora de demitir funcionários assim, não tem empresa que possa agüentar.

Nos ditos do próprio dono da Effa Motors “Eu poderia ter 2.000 pessoas trabalhando aqui, más só posso ter 200 porque o sindicato ameaça com fazer greve se eu contratar mais alguém” e continua “meu nível de produtividade aqui é péssimo, se eu pudesse formar novos operários e incluí-los na empresa, certamente meu custo por unidade baixaria, más vai falar para UMRA isso aí, eles não estão nem ligando para minha rentabilidade, nem a competitividade do mercado, eles só pressionam, alem que não posso demitir ninguém porque lá vem greve também, mesmo o operário me roubando, eu tenho que conservar…. ”

As claras do assunto que o próprio dono da Effa Motors já decidiu que vai trasladar suas atividades para o sul do Brasil porque no Uruguai é impossível se tornar competitivo e trabalhar pressionado por um sindicato abusivo.

Concluindo, Brasil não é o culpado de que Uruguai perca uma indústria e deixe os empregados sem trabalho, analisando a situação o Brasil faz bem em proteger seus empresários e seus trabalhadores com as medidas tomadas e o Uruguai deveria aprender do que o Brasil está fazendo e fazer melhor porque não foi para isto que o Mercosul foi criado e sim para potenciar as industrias locais de cada integrante, e para ser industria agora, como mínimo deveram contar com 65% de valor agregado intrazona, é justo e é o que faz os países crescer.

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