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Presidente da Nyse vem ao Brasil na procura de empresas prospect


Em meio à crise econômica internacional, que abala os mercados financeiros de todo o mundo, o presidente da Bolsa de Nova York, Duncan Niederauer, manteve sua agenda de compromissos e veio ao Brasil para ter conversas com representantes de empresas privadas e do mercado de capitais, de olho em um segmento que continua crescendo, mesmo com a crise nos países desenvolvidos.

Bolsa-de-Nueva-York

Durante palestra promovida pela secretaria municipal de Fazenda do Rio e pela agência de fomento da cidade, Rio Negócios, o presidente da Nyse afirmou que nunca foi mais fácil crescer no mercado global do que atualmente. Diversos empresários brasileiros estiveram presentes ao evento, como representantes da MMX, a mineradora de Eike Batista, da Embratel e da Diagnósticos da América (Dasa).

Niederauer citou o crescimento do Brasil e do Chile na América Latina, e da China e de outros países asiáticos, como extremamente importantes para os mercados. "Essa parte do mundo vai ser inacreditavelmente importante", disse.

Além disso, ele explicitou o fato de não só os mercados financeiros se tornarem globais, mas também a produção propriamente dita por parte das empresas. "As nossas melhores empresas estão se tornando globais. Isso é um fato. Estão investindo em todos os lugares".

Especificamente em relação ao Brasil, o presidente da Nyse disse que a programação brasileira para os próximos anos, com eventos internacionais como Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas, faz com que nunca tenha havido um momento tão positivo para uma reunião. Considerou que o Rio já é um centro de pesquisa e desenvolvimento e está se tornando também um lugar de investimento.

Ainda que o mercado de capitais esteja em São Paulo, ele vislumbra que o Rio poderá atrair a comunidade de asset managements, atraindo também bancos, corretoras e bancos de investimento, à semelhança do papel que Boston tem para os Estados Unidos.

Hoje, o Brasil tem 29 empresas listadas na Nyse. E duas entre as dez com maior liquidez da Bolsa americana, Vale e Petrobras, estão sediadas no Rio. "Estamos comprometidos com o Brasil, estamos focados no Brasil, no crescimento econômico do país, não somente com o Rio", disse.

Segundo o diretor-executivo da Rio Negócios, Marcelo Haddad, o presidente da Nyse manteve sua vinda ao Brasil, agendada há pelo menos dois meses, mesmo em meio à crise internacional, por acreditar que o país tem uma boa possibilidade de empresas que possam ser listadas na bolsa americana.

"Ele vê que o Brasil é uma economia com empresas de médio porte que ainda não estão internacionalizadas e têm oportunidade de captação de recursos fora do país", contou.

Tanto a Rio Negócios como a secretaria de Fazenda da cidade estão preparando um encontro de empresários brasileiros nos Estados Unidos no fim do ano.

O presidente da Nyse afirmou estar "cansado" de repetir que a turbulência das últimas duas semanas é mais um caso sem precedentes, como nos últimos três anos.

Ele acredita que toda a negociação para a elevação do teto da dívida americana fez com que o mercado perdesse a confiança, mesmo acreditando que a agência de classificação de risco Standard and Poor’s rebaixaria a nota dos EUA de qualquer forma.

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  1. […] medida e uma tentativa de abrir mercados e ampliar o comércio entre nações em desenvolvimento. Para o diretor do Departamento Econômico […]

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