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PIB do país chegou a R$ 4,14 tri no ano passado. Economia retoma crescimento e avança 0,3% no quarto tri


A economia brasileira avançou 2,7% em 2011, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Produto Interno Bruto (PIB) do país alcançou a marca de 4,14 trilhões de reais no ano passado – resultado ligeiramente abaixo do que era esperado pelo mercado, que era de 2,8%. Em 2010, a economia brasileira havia crescido a uma taxa expressiva de 7,5%, após amargar retração de 0,2% no ano anterior.

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Apesar da desaceleração acumulada no ano, o PIB do quarto trimestre já mostrava sinais de retomada, registrando alta de 0,3% ante a estagnação notada no terceiro trimestre do ano. Na comparação com o último trimestre de 2010, o crescimento é de 1,4%.

O avanço da economia brasileira foi puxado pelo aumento de 4,3% na arrecadação de impostos e a expansão dos setores produtivos. Entre os setores, a agropecuária teve maior alta, de 3,9%, o setor de serviços cresceu 2,7% e a indústria avançou 1,6%. O PIB per capita ficou em 21.252 reais – alta de 1,8% em relação a 2010.

O aumento dos impostos reflete, principalmente, o crescimento em volume de 11,4% do Imposto sobre Importação e do aumento de 4,7% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), sendo este último puxado pelo aumento da venda de máquinas e equipamentos.Esse movimento se explica, em muitos casos, pela valorização do real. Com a moeda apreciada em relação ao dólar, muitas empresas aproveitam o momento para investir na importação de maquinário.

Agropecuária é destaque – Enquanto a indústria apresentou forte desaceleração em relação a 2010, quando avançou 10,1%, o setor agropecuário foi destaque em 2011 em todas as bases de comparação (trimestral, mensal e anual). No quarto trimestre, a taxa da agropecuária avançou 8,4% e pode ser explicada pelo aumento da produtividade e pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre, como por exemplo, fumo 22,0%, mandioca (7,3%), feijão (10,9%) e laranja (2,8%), e pelo crescimento na produtividade, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA.

Já a indústria, apesar de ter crescido anualmente, registrou retração de 0,4% no último trimestre, puxada pela indústria de transformação, que recuou 3,1%. As demais atividades industriais apresentaram crescimento: Extrativa mineral (3,8%), Construção civil (3,1%) e Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,0%). O resultado da Indústria da transformação foi influenciado, principalmente, pela redução da produção de têxteis, artigos do vestuário, calçados e máquinas e equipamentos.

Entre os serviços (1,4%), todas as atividades que o compõem registraram variações positivas, com destaque para os Serviços de informação (4,6%). As demais variações foram: Intermediação financeira e seguros (1,5%); Administração, saúde e educação pública (1,5%); Transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros, 1,4%); Comércio (atacadista e varejista, 1,3%); Serviços imobiliários e aluguel (1,3%) e Outros serviços (0,7%).

Ano de altos e baixos – No início de 2011, o governo chegou a apostar em um crescimento anual de 5%, ao mesmo tempo em que tomava medidas para desacelerar o consumo e restringir o crédito. Uma delas foi o aumento dos depósitos compulsórios dos bancos, dinheiro que as instituições privadas são obrigadas a deixar no BC – à vista e a prazo. Na época, analistas estimavam que a medida seria responsável pela retirada de 61 bilhões de reais da economia brasileira. Com a expansão notada em 2010, o governo temia que um superaquecimento econômico pudesse colocar em risco o controle inflacionário.

O aumento da taxa básica de juros entre o final de 2010 e o primeiro semestre de 2011 também prejudicou o avanço econômico e sedimentou a tendência de desaceleração ao longo do ano. Contudo, a partir de junho de 2011, com a deterioração visível da economia mundial puxada pela crise da dívida na zona do euro, o governo detectou que as medidas poderiam ter efeito mais forte do que o previsto. Desta forma, de uma hora para outra, alterou a política econômica e, alinhado com o Banco Central – que começou a reduzir juros – passou a tomar medidas de estímulo ao crédito e ao consumo.

Ainda assim, o ministro da Fazenda Guido Mantega acreditava, até meados de agosto, que o PIB do país poderia avançar a um número próximo de 4,5% – enquanto o mercado já apontava para algo em torno de 3% ao ano.

Se, no início de 2011, a taxa Selic estava em 11,25%, a previsão é de que ela termine 2012 em 9,5%. Já a inflação, que chegou a ultrapassar o teto da meta no acumulado de 12 meses em julho, deverá terminar o ano a 5,24% – ainda longe do centro da meta, de 4,5%, porém bem abaixo dos 6,5% registrados no acumulado de 2011. Esse cenário irá ajudar, na avaliação do mercado, com que a economia brasileira termine 2012 com avanço de 3,3%.

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