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Os fluxos de capital no Brasil


O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo brasileiro promoverão um seminário, no Rio de Janeiro, nos dias 26 e 27 de maio, para debater os fluxos de capitais em mercados emergentes. O programa prevê a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na abertura do seminário, além do primeiro subdiretor da instituição, John Lipsky. clip_image001

O encerramento será feito pelo economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisa do FMI, Olivier Blanchar, e pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

No primeiro dia do seminário (26), haverá duas mesas de debates. A primeira delas debaterá "Causas da onda recente de fluxos de capitais para as economias de mercado emergente". Dentre os debatedores, estão previstos: Joyce Chang (JP Morgan) e José Antonio Ocampo (Columbia University). A segunda mesa discutirá "Fluxos de entrada de capitais: bons ou maus?", com a presença prevista de Nicolas Eyzaguirre (diretor do FMI) e John Williamson (Peterson Institute for International Economics). No jantar, o orador será o professor Jagdish Bhagwati, da Columbia University.

No segundo dia (27), a primeira sessão de debates terá como tema "Como os emergentes podem gerenciar influxos rápidos de capital?". Dentre os debatedores, estão previstos: Subir Vithal Gokarn (Banco Central da Índia) e Olivier Jeanne (Johns Hopkins University). Na segunda mesa, o tema será "Perspectivas regionais na administração de fluxos de entrada de capitais", com representantes dos governos da África do Sul, Chile, Turquia, Colômbia e Tailândia.

Autoridades do governo, acadêmicos, banqueiros e economistas vão se concentrar na origem da aceleração dos fluxos de capital, no impacto disso sobre as economias dos países emergentes e nas repostas políticas apropriadas, informou o FMI. Entre os participantes do evento também estarão o ministro da Economia da África do Sul, representantes de bancos centrais de Índia, Chile, Turquia, Colômbia e Tailândia e autoridades do FMI.

O Brasil tem sido um crítico aberto da resposta do mundo desenvolvido para a crise financeira e econômica global, dizendo que as políticas ultra expansionistas inundaram os mercados emergentes com capital. O governo brasileiro tem expressado frustração com o que diz ser uma falta de resposta dos organismos internacionais, como o FMI.

Em um comunicado, o FMI afirmou que, embora os fluxos de capital possam fornecer investimento crucial para países com baixos níveis de poupança, "(muitos mercados emergentes) também estão preocupados com a fragilidade que os grandes fluxos de capital – e o comportamento de manada que contribui para os booms – podem gerar".

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