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Metalsul faz balanço do setor metalmecânico


Um ano complexo, com altos e baixos na economia e, ao mesmo tempo, de desafios e muito trabalho. Essa é a avaliação que o presidente do Metalsul (Sindicato das Indústrias Metalmecânicas do Sul Fluminense), Henrique Carneiro, fez do ano de 2011.

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Segundo ele, apesar do quadro de instabilidade econômica, o setor metalmecânico do Sul Fluminense deve fechar 2011 com resultado positivo. Ele explica que pelos dados parciais, o ano foi melhor que o anterior. “A economia do estado do Rio ajudou de sobremaneira os negócios do nosso setor”, afirmou Henrique.Para o presidente do Metalsul, a união de esforços entre o governo, empresários e trabalhadores foi importante para evitar que os reflexos da crise econômica na Europa e nos Estados Unidos atingissem o Brasil. “Esperamos que em 2012 o governo mantenha o quadro de estabilidade, promovendo investimentos importantes para o setor industrial”, argumentou Henrique.

 

O Metalsul, com foco nas questões que afetam o crescimento das empresas do setor, estipulou em seu planejamento estratégico vários pontos de atuação, como qualificação profissional, capacitação em gestão para qualidade, regularizações ambiental e fiscal, acesso ao crédito de longo prazo, acesso a novos mercados consumidores, apoio à projetos de inovação e apoio à política de desenvolvimento regional. “Acreditamos que atuando nessas vertentes, vamos contribuir para o desenvolvimento do setor na região”, disse Henrique.

Informe da CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou em dezembro, o Informe Conjuntural Economia Brasileira. No documento, a entidade alerta que se não for ampliada a competitividade para permitir aos produtos brasileiros enfrentar os asiáticos tanto internamente quanto nas exportações, a economia brasileira vai repetir em 2012 o fraco desempenho deste ano.

Nas estimativas da CNI, o PIB deverá crescer 3% em 2012 e a indústria, 2,3%. As causas da desaceleração do setor industrial este ano foram a menor demanda dos países desenvolvidos, a queda na competitividade dos produtos brasileiros por conta dos juros altos e do câmbio sobrevalorizado e a invasão do mercado interno por produtos asiáticos.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, disse acreditar que a economia irá melhorar em 2012 comparativamente a este ano, mas considerou um aumento do PIB de 3% no próximo ano muito baixo. Entre os fatores que alinhou para um melhor desempenho da economia em 2012 estão os investimentos em obras para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, a queda na inflação e o arrefecimento da valorização cambial.

Ele destacou, contudo, que permanecem intocáveis os gargalos à maior competitividade das empresas brasileiras, como juros elevados, infraestrutura deficiente, legislação trabalhista cara e anacrônica. Andrade defendeu maior agilidade do governo na execução de medidas para ampliar a competitividade. “Existe uma insegurança da Receita Federal em avançar. O tempo do governo, muitas vezes, não é o tempo real da economia”, declarou.

“Para a indústria voltar a ser o centro dinâmico da economia brasileira e o país sustentar um ciclo de expansão maior do que a média mundial, é essencial mudar nossa estratégia de crescimento e encarar dois desafios: de um lado, aumentar a competitividade brasileira; de outro, mudar o padrão de expansão doméstica e eleger o investimento, e não o consumo, como a alavanca do crescimento”, recomenda a CNI.

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