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Lula opina sobre a guerra do câmbio


O presidente Lula recebeu o prêmio de personalidade França-Brasil fazendo críticas à guerra cambial nascida nos EUA. Na sua visão a medida não pode contar com a aprovação do Brasil. O ato aconteceu durante o jantar no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo do Rio.

“Não podemos concordar com a guerra cambial que os Estados Unidos estão fazendo para resolver seus problemas de déficit fiscal, sem se importarem com o que está acontecendo em outros países do mundo que dependem do dólar”.

Também afirmou conhecer um “país no mundo que não estava habituado a ser contestado”, se referindo aos últimos fatos econômicos dispostos nos Estados Unidos. Responsabilizou a tal nação pela importância que tem o Brasil e outros estados participando de fóruns internacionais, “apenas para dizerem amém”. “Esses temas eram proibidos e nós queremos discuti-los”, afirmou.

Para o presidente Lula, o Conselho de Segurança da ONU tem funcionado como um “clube fechado” só reunindo os cinco maiores exportadores de armas do planeta.

“Nós sabemos que é um clube fechado: são cinco países. E, por coincidência, os cinco países que mais exportam armas no mundo e os cinco países, portanto, responsáveis pela paz no mundo. Há uma contradição histórica. É só a gente assistir ao filme ‘O Senhor das Guerras‘ para a gente entender o que acontece no mundo.”

Lula recebeu a distinção da Câmara de Comércio França Brasil. Na cerimônia se assistiu a la gravação de uma mensagem para Lula, apresentada em um telão, feito pelo presidente de Franca, Nicolas Sarkozy.

Entanto isto, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles foi convocado pela eleita presidente Dilma Rousseff para discutir sua permanência no próximo período de governo. Ainda assim Meirelles lembrou que autonomia do Banco Central tem sido uma política bem sucedida.

Num comunicado oficial o presidente do BC manifestou que tem havido muito questionamento sobre a autonomia do banco e destacou que tal critica já foi uma condição negociada quando o presidente Lula da Silva o convocou para a função, em dezembro de 2002, em Washington.

O fator da autonomia declarou Meirelles “foi muito importante para a condução da política monetária”, lembrando que o Brasil manteve a inflação na meta e as taxas de risco caíram. E o BC “foi parte integrante do sucesso alcançado nesses oito anos de política econômica saudável e inflação sob controle”.

Ao mesmo tempo Meirelles declarou não ter dúvidas de que a nova presidente Dilma Rousseff “é absolutamente favorável” à autonomia.

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