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Junto com Japão e Coreia do Sul, Brasil descumpriu compromissos do G20 2010 em relação ao câmbio


O Brasil foi um dos únicos três países do G20, ao lado do Japão e da Coreia do Sul, a adotar políticas contrárias aos compromissos estabelecidos na reunião de cúpula do G20 do ano passado em relação a políticas cambiais, segundo o G20 Research Group, ligado à Universidade de Toronto.

g20france

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo grupo em Cannes, na França, onde a cúpula do G20 deste ano será realizada a partir desta quinta-feira, indica que o Brasil cumpriu com 71% dos compromissos adotados em 2010, mas foi em direção quanto à ‘guerra cambial‘, considerado por ele próprio um dos temas mais importantes.

A ‘guerra cambial’ foi o centro das discussões na cúpula do ano passado, realizada em Seul, depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, cunhou o termo para classificar as crescentes disputas entre países sobre as medidas adotadas para supostamente depreciar suas moedas.

 

Na ocasião, os Estados Unidos reclamavam da China por adotar uma política de câmbio controlado, o que, em tese, manteria desvalorizada a sua moeda, o iuan, favorecendo assim as suas exportações.

No entanto, o Brasil e outros países emergentes atacavam os Estados Unidos, que recém haviam adotado a política de injetar centenas de milhões de dólares no seu mercado interno, o que causaria a desvalorização do dólar e o fluxo de divisas para países emergentes, com a valorização de suas moedas.

Em Seul, os países do G20 se comprometeram, de acordo com o texto divulgado ao fim da reunião, a “ir em direção a sistemas de câmbio mais determinados pelos mercados e melhorar a flexibilidade do câmbio para refletir os fundamentos econômicos básicos e se abster da desvalorização competitiva de suas moedas”.

Na avaliação do G20 Research Group, o Brasil adotou medidas na direção contrária desse compromisso ao adotar políticas para conter a apreciação excessiva do real, usando controles de capital para se proteger de grandes fluxos de capital que vinham provocando a valorização da moeda brasileira.

Entre as medidas adotadas pelo país, o centro de pesquisas destacou a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investimentos externos, que teria ajudado a conter a valorização do real.

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