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Governo lança pacote contra crise


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem pela manhã uma série de medidas de estímulo à economia brasileira. Entre elas, redução do Imposto sobre Produtos Industrializados para eletrodomésticos da linha branca, como geladeira e fogão. E as famílias com renda entre zero e três salários-mínimos poderão financiar, com subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida, imóveis de até R$ 85 mil. Antes o valor era de R$ 75 mil.

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Mantega anunciou ainda o imposto zero para massas alimentícias, o barateamento de empréstimos e a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras a estrangeiros nas aplicações em Bolsa de Valores. “Não deixaremos que a crise internacional contamine a economia brasileira. Mesmo com crise internacional, temos condições de tomar medidas necessárias para que a economia brasileira continue o crescimento. Nossa força continua na demanda interna”, explicou o ministro, garantindo que as medidas adotadas vão permitir que o Brasil cresça 5% em 2012.

“Tudo isso permite que o País continue criando empregos. Hoje, o Brasil é um dos que mais geram empregados no mundo”, disse.

 

As medidas foram bem recebidas por economistas e representantes do comércio e da indústria, apesar de algumas ressalvas.

Para Fábio Pina, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, trata-se de resposta à desaceleração que já era percebida pelo Banco Central. “É uma forma de se antecipar à crise”, afirma.

Ele questiona, no entanto, porque o governo já não faz redução abrangente e definitiva da tributação, que ajudaria a movimentar a atividade econômica, o que elevaria a arrecadação.

Outro especialista no varejo, Luiz Goes, sócio-sênior da consultoria GS&MD Gouvêa de Souza, diz que as expectativas são positivas, já que as medidas devem incentivar o consumo, especialmente as compras de eletrodomésticos neste fim de ano. “O consumidor é muito sensível a promoções”, afirma.

Goes acrescenta que o pacote poderá ajudar mais a indústria, que vem com retração na produção, do que o varejo, que segue aquecido.

O economista do Instituto de Estudo para o Desenvolvimento Industrial, Rogério de Souza, também elogia a decisão de desonerações, mas afirma que o governo precisa monitorar como vão se comportar as importações. “É preciso cuidado, já que pode dificultar ainda mais as vendas da indústria”, cita. Apesar disso, ele considera que a medida é importante para estimular a economia em meio ao cenário de crise europeia.

Com as desonerações divulgadas ontem, e que foram adotadas para manter a economia aquecida, o governo assumiu uma renúncia fiscal de R$ 2,761 bilhões, segundo a Receita Federal.

Como exemplos, no caso da redução da aliquota sobre IPI dos eletrodomésticos da chamada linha branca, a renúncia fiscal será de R$ 164 milhões até o dia 31 de março de 2012, prazo de validade da medida. O governo também reduziu de 9,25% para zero as alíquotas de PIS/Cofins sobre massas até o dia 30 de junho de 2012. Com isso, deixarão de ser arrecadados com o item R$ 284 milhões.

Outra medida foi a elevação do valor do imóvel classificado como popular de R$ 75 mil para R$ 85 mil, no programa Minha Casa, Minha Vida.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou como sustentável o pacote de estímulos. “A inflação está sob controle e podemos dar uma acelerada na economia sem perigo para a inflação”.

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