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Glossário Econômico Básico – Letra C


Cade – Órgão do governo criado em 1965 com a finalidade de defender a livre concorrência, encarregando-se de prevenir e repreender abusos de poder econômico como, por exemplo, a formação de cartéis.

Caderneta de poupança – Contas bancárias especiais, criadas a partir de 1966, cujos depósitos recebem correção monetária e juros definidos em 6% ao ano.

INF15

Caixa 2 – Expressão que define o dinheiro não registrado que entra em uma empresa e que, por isso, pode ser utilizado sem que sobre ele incidam impostos. Esta prática é enquadrada judicialmente como crime por sonegação de impostos.

Câmbio – Operação financeira de venda, troca ou compra de valores em moedas de outros países. É um elemento do sistema monetário internacional, regulamentado durante a Conferência de Bretton Woods (New Hampshire, EUA, 1944), com o objetivo de facilitar as transações entre países. A partir desta Conferência, todas as moedas passam a ter o dólar americano como padrão em substituição ao ouro. Até 1976, o valor das moedas, baseado nas reservas de dólar, varia no máximo 2,25%.

 

Com os Acordos da Jamaica (1976), a comunidade internacional abandona este sistema e legaliza as taxas de câmbio (preço de uma moeda em relação a outra) flutuantes.Taxa de câmbio é a medida pela qual a moeda de um país pode ser convertida em moeda de outro país de modo a viabilizar transações comerciais ou financeiras. Em geral, usa-se como referência cotar uma moeda em relação ao dólar norte-americano, porém também são utilizados o marco alemão (especialmente na Europa) e o iene – japonês (na Ásia). Variações na taxa de câmbio – A taxa de câmbio de um país, como qualquer preço da economia, varia em função da oferta e da procura.

Câmbio flutuante – É o sistema em que as operações de compra e venda de moedas funcionam sem controle sistemático do governo. Neste caso, o valor das moedas estrangeiras flutua de acordo com o interesse e com a oferta e a procura no mercado.

Capital – É o dinheiro investido em atividades em que existe possibilidade de perdas. Normalmente estes investimentos são feitos por empresas ou instituições privadas. As empresas de capital aberto são aquelas sociedades anônimas autorizadas a vender ações nas bolsas de valores.

Capitalização – Aumento do patrimônio de uma empresa com a injeção de dinheiro novo. Há basicamente duas formas disso acontecer: pela emissão de ações ou títulos (que são vendidos, e o dinheiro resultante é incorporado ao capital da empresa) ou pela venda de parte da companhia a um novo sócio.

Carteira – Valor que uma pessoa física ou jurídica possui em um tipo de investimento. Quem aplica em Bolsa, por exemplo, tem uma carteira de ações.

Cartel – O termo é usado normalmente para definir grupos empresariais que se unem para controlar a oferta de determinado produto e obter preços mais altos. Para fazer isso, esses grupos impedem que novas empresas atuem no setor. Quando isso acontece, eles passam a praticar preços artificialmente baixos, até que o novo concorrente não consiga mais vender seus produtos e acabe quebrando.

Casa da Moeda – Instituição que fabrica moedas e imprime cédulas no Brasil sob determinação do Banco Central. Ela detém ainda o monopólio sobre a impressão de passaportes e selos postais.

CDB (Certificado de Depósito Bancário) – Documento que comprova que seu proprietário tem um depósito bancário na instituição financeira emissora. Pode ser comprado e vendido e rende juros.

CDI – Taxa média dos empréstimos feitos entre os bancos. Esses empréstimos são registrados por uma instituição chamada Cetip (Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados).

CEO – Iniciais da expressão em inglês chief executive officer, que significa o diretor-presidente de uma companhia ou seu diretor-executivo mais importante e com maiores poderes.

Cesta de moedas – Recurso usado como índice de variação de ativos financeiros para evitar variações bruscas de uma única moeda. Na prática, estabelece-se um conjunto de moedas de diferentes países (geralmente desenvolvidos) que entram na cesta. Determina-se então uma média ponderada para cada uma delas e o resultado é uma espécie de moeda internacional que corresponde aos direitos de saque no FMI. A medida foi adotada pela primeira vez em 1971, com a desvalorização do dólar americano e está sendo implantada pela Argentina.

Circuit-Break – Artifício de segurança acionado nas bolsas de valores para interromper o pregão. Na Bovespa isso acontece quando o índice Bovespa (ibovespa) cai em 10%. Soa-se então uma sirene que pára as negociações durante meia hora. O sistema volta a funcionar se a queda persistir e chegar a 15%.

City – A City é uma região, no centro de Londres, que concentra as principais instituições financeiras do país e onde se situa também o banco central inglês (o Bank of England).

CMN (Conselho Monetário Nacional) – Formado por órgãos públicos e entidades privadas, ele atua como uma espécie de fiscal da política econômica. Faz parte de suas atribuições corrigir surtos de inflação ou deflação, fixar normas para a política cambial, coordenar as políticas de crédito, monetária, fiscal, orçamentária e a dívida pública (interna e externa). Também fixa normas da política cambial, aprova orçamentos monetários, limita as taxas de juros e disciplina o crédito.

Cofins – Taxa cobrada pelo governo federal equivalente a 3% da receita bruta mensal das empresas. Os recursos são destinados à Previdência Social.

Comissão Nacional de Bolsas de Valores (CNBV) – Entidade civil brasileira que reúne todas as Bolsas de Valores do País.

Commodity – Termo usado em transações comerciais internacionais para designar um tipo de mercadoria em estado bruto ou com um grau muito pequeno de industrialização. As principais commodities são produtos agrícolas (como café, soja e açúcar) ou minérios (cobre, aço e ouro, entre outros).

Concordata – Recurso jurídico que permite a uma empresa incapaz de quitar seus débitos em prazos pré-determinados continuar em funcionamento.

Contas públicas – Total de receitas e gastos de todas as esferas do poder. Entram nesta conta o Produto Interno Bruto (PIB), a renda nacional, o consumo, os gastos do governo, os impostos recebidos pelo Tesouro, as transações com o exterior e o capital consolidado. Os valores são apresentados em termos correntes e também corrigidos pela inflação acumulada no período do cálculo.

Conversibilidade – É a possibilidade de converter a moeda de um país por outra, estrangeira. É o que acontece na Argentina, onde a conversibilidade é lei: qualquer pessoa pode trocar um peso, a moeda local, por um dólar. No Brasil isso não acontece.

Copom – Conselho ligado ao Banco Central que se reúne duas vezes por mês para definir a taxa de juros básica da economia — aquela que remunera os títulos do governo, e que serve de referência para os bancos fixarem as suas taxas de juros. Inspirado no modelo americano, o Copom foi criado em 1996, com o objetivo de proporcionar maior transparência ao processo decisório.

Core inflation – Em inglês significa núcleo da inflação. É um índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas com base no IPC-DI, um dos índices que mostram a evolução dos preços ao consumidor. O “core inflation” é considerado um índice puro porque desconta dos preços de alguns produtos a sazonalidade. Alguns produtos, como alimentos e vestuário, sobem ou não dependendo da época do ano. Esta variação de preço não é considerada no core inflation. Neste índice só entram variações de preços determinadas pela lei de oferta e procura. Por isso o índice é considerado puro pelos economistas.

Correção monetária – É o reajuste periódico de certos preços na economia pelo valor da inflação passada, com o objetivo de compensar a perda do poder aquisitivo da moeda.

Corretagem – É o ato de intermediar uma transação entre comprador e vendedor de títulos, ações, imóveis e outras mercadorias

Cota – Fração com que cada sócio participa do capital de determinada empresa de responsabilidade limitada.

Cotação – Preço de cada um dos títulos, ações, moedas estrangeiras ou mercadorias negociadas na Bolsa da Valores ou na Bolsa de Mercados e Futuros.

CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) – Imposto cobrado pelo governo federal e que incide sobre movimentações financeiras de pessoas ou empresas. O percentual é de 0,38% sobre todos os saques feitos em conta corrente. É por isso que ele foi apelidado de imposto do cheque.

Crédito Internacional – Transações financeiras entre bancos, empresas e governos de países diferentes, pelas quais uma parte empresta dinheiro mediante compromisso de restituição. A origem dos recursos pode ser um governo, organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, e bancos ou instituições privadas.

Currency Board – Método de administração monetária em que um país só pode emitir moeda quando possui reservas em igual valor de moeda estrangeira. É um sistema que parte da idéia da conversibilidade — ou seja, da possibilidade de trocar moeda nacional por dólar ou outra moeda forte.

Custo Brasil – Nome genérico dado à série de custos ou despesas que incidem sobre a produção, tornando difícil ou desvantajoso para o exportador colocar seus produtos no mercado internacional ou competir com importados no Brasil. Entram nesta lista custos que vão desde os encargos sociais e o excesso de impostos cobrados sobre os produtos até a falta de estradas para transportar as mercadorias, por exemplo.

CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – Criada em 1976 para, juntamente com o Conselho Monetário Nacional, estabelecer as normas e diretrizes de funcionamento do mercado de valores, tem, sob sua jurisdição as Bolsas de Valores e sociedades corretoras, os bancos de investimento, as sociedades distribuidoras , as companhias abertas, agentes autônomos de investimento e as carteiras de depósito de valores mobiliários, fundos e sociedades de investimento, auditores independentes, consultores e analistas mobiliários.

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