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Estratégia de crescimento do Brasil exemplo para o resto dos países em vias de desenvolvimento


A estratégia adotada pelo Brasil para mitigar os efeitos da crise econômica iniciada em 2008, em decorrência do colapso do banco americano de investimento Lehman Brothers, mostrou que é possível um país crescer economicamente com equidade.

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A avaliação, feita pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), consta do relatório Brasil: Uma estratégia inovadora alavancada pela renda, lançado nesta semana.

De acordo com o documento, publicado pelo Instituto Internacional de Estudos do Trabalho em conjunto com o escritório da OIT em Brasília, o país alcançou uma das recuperações mãos rápidas por implementar políticas públicas sociais, macroeconômicas e focadas na geração de emprego.

Segundo o relatório, o Brasil não ficou imune aos impactos da crise. A economia, que vinha crescendo em um ritmo anual de 7% no terceiro trimestre de 2008, caiu para uma taxa anual de 2% no primeiro trimestre de 2009. O mercado de trabalho também foi afetado de forma significativa: em novembro e dezembro de 2008, cerca de 700 mil empregos formais foram perdidos, o que representou uma perda 3,6 vezes maior do que nos mesmos meses do ano anterior; e entre as seis maiores regiões metropolitanas do Brasil, 594 mil postos de trabalho (ou 2,8% do total) foram fechados entre dezembro de 2008 e abril de 2009, aumentando a taxa de desemprego para 9,0% em março de 2009.

No entanto, a recessão econômica durou apenas dois trimestres. De acordo com o relatório, o Brasil criou mais de 3 milhões de empregos formais ao longo dos últimos dois anos e alcançou um crescimento econômico de mais de 7% em 2010, retornando assim aos níveis anteriores à crise.

O Brasil também conseguiu evitar o crescimento do emprego informal. O documento aponta que a informalidade no emprego retomou a tendência descendente apresentada no período pré-crise em pouco tempo: nas seis principais regiões metropolitanas, o número de empregados sem contrato de trabalho diminuiu em cerca de 280 mil (ou 6,5%) entre agosto de 2008 e agosto de 2010.

Aperfeiçoamento

O documento mostra também que, apesar do progresso alcançado ao longo das duas últimas décadas, a pobreza e a desigualdade no Brasil permanecem altas com relação aos padrões internacionais. Porém, para os próximos anos, o país deve avançar na direção de um crescimento econômico mais inclusivo e igualitário. Para isso, precisa garantir que a recuperação seja sustentável e que as taxas de crescimento econômico permanecem fortes a médio e longo prazo.

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  1. […] comumente “com carteira assinada” no Ministério do Trabalho e forma parte de um amplo setor da economia informal. O governo do presidente Lula, tem colocado a ênfase no incremento do emprego no […]

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