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Empresas lutam por captar clientes no Brasil


A menos que ocorra uma tragédia, o 2010 vai ser um grande ano para a economia brasileira em particular para sua população.

A continuidade do crescimento econômico, que se prognostica seja do 5,5% no presente ano, esta se trasladando na melhora da situação socioeconômica que envolve um forte aumento do consumo, em uma economia de quase 200 milhões de habitantes, na qual uma alta percentagem encontrava-se excluída praticamente do mercado de consumo, mas que se vem incorporando aceleradamente.

A dinâmica que esta observando o consumo no Brasil, da cabida para o entusiasmo. No ultimo trimestre de 2009, o consumo tem crescido até 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, entanto que as estimações para o primeiro trimestre deste ano, o colocam no 9%.

O maior emprego e o aumento de salários e o aporte do financiamento, aos que se somam as boas expectativas econômicas, empolgam o entusiasmo das famílias brasileiras por consumir.

A expansão do consumo brasileiro em 2009 tem incorporado no seu mercado, como produtores e consumidores, um 26 milhões de brasileiros, motivo pelo qual sua demanda solvente e hoje de uns 80 milhões de pessoas, lembrando que a população do país chega aos 200 milhões de pessoas.

Para reforçar a melhora da situação socioeconômica da população, o presidente Lula, anunciou investimentos por US$ 550.000 milhões no desenvolvimento de uma bateria de obras destinadas aos setores mais postergados a ser realizado nos próximos quatro anos.

O PAC II, prevê a construção durante o período 2011-2014 de dois milhões de moradias, financiadas pelo banco público Caixa Econômica Federal, para os setores mais pobres.

Estas obras, alem de oferecer uma solução ao problema endêmico de moradia, vão demandar uma grande quantidade de trabalhadores, principalmente os dos segmentos populacionais inferiores, os que se vão ver beneficiados duplamente por estes investimentos e conseguiram se insertar no mercado ativo de consumo.

O mercado de consumo no Brasil, esta sendo objeto de atenção das grandes lojas de consumo internacional. As boas perspectivas de crescimento e desenvolvimento econômico que se observam na economia brasileira, garantem que este mercado vai continuar apresentando uma forte expansão nos próximos anos e ninguém quer perder a oportunidade de participar.

Atualmente, no Brasil, o grupo Pão de Açúcar, e o principal Grupo Econômico dedicado ao setor de consumo. No ano 2009 suas vendas alcançaram os U$S 13.000 milhões. Mas o grupo Pão de Açúcar esta enfrentando uma forte competência por parte dos gigantes de renome internacional: a francesa Carrefour (CAC40:CA; PINK:CRERY), e a estadounidense Walmart (NYSE:WMT)

Com ingressos em 2009 por U$S 12.600 milhões a francesa Carrefour, corre de perto o grupo brasileiro Pão de Açúcar, entanto que um pouco mais longe esta Walmart (que opera sobre vários nomes no Brasil) e que alcançou vendas por U$S 9.500 milhões neste país no ano passado.

Mas Walmart promete dar batalha a Carrefour em terras brasilianas e com investimentos planejados por US$ 1.200 milhões durante o presente ano, se espera abrir umas 120 novas lojas (já contando com 436 lojas em todo o país), para aumentar com força seus ingressos e participação no mercado de consumo brasileiro.

Estes três grandes grupos econômicos têm em mente importantes investimentos para os próximos anos já que na medida em que continua o aumento do poder aquisitivo da clase media do país, o consumo vai continuar se expandindo. Assim e que se aguarda um gasto anual em alimentos incrementado em 50% durante os próximos 5 anos, chegando aos US$ 406.000 milhões, segundo prognósticos do setor privado.

Mas não somente Carrefour e Walmart tem orientado suas empresas ao mercado de consumo brasileiro. A chilena Cencosud (IPC:CENCOSUD), o tem feito, mesmo que em magnitude bem menor que a ostentada pelos gigantes Carrefour e Walmart.

Cencosud que tem negócios de supermercados, lojas por departamento, de refaçao do lar e centros comerciais no Chile, Argentina, Brasil, Colômbia e Peru, acaba de adquirir no Brasil o grupo de Supermercados Família na cidade brasileira de Fortaleza, por U$S 33,1 milhões. Os diretivos de Cencosud afirmavam num comunicado referido a ultima aquisição “Se espera que esta nova aquisição tenha um efeito favorável nos resultados consolidados da Cencosud, ainda que até hoje não tenhamos quantificado com certeza tal efeito”.

Outra chilena, Falabella (IPSA:FALABELLA), que opera na Argentina, Colômbia, Peru e Chile, está esperando que a crise fique para atrás para investir no mercado de consumo brasileiro.

O dinamismo que se antecipa no consumo das famílias brasileiras esta gerando fortes investimentos em vários setores econômicos vinculados. Também o está fazendo o setor bancário que no mesmo tempo alimenta este círculo virtuoso que potencia o crescimento econômico brasileiro.

Não são novas as noticias da expansão do Santander (IBEX35:SAN; NYSE:STD)no país, especificamente no segmento de cartões de credito. Para os próximos anos o setor bancários brasileiro vai ser submetido a uma forte competência, perante a crescente demanda de produtos bancários por parte dos consumidores.

A luta por ganhar consumidores tem se iniciado em varias frentes, mesmo que os olhares se centrem nas grandes lojas de consumo. Para os próximos anos, a família brasileira vai se transformar em um dos principais motores do crescimento econômico no Brasil, uma economia que esta demonstrando que pode crescer a bom ritmo sem cair numa inflação de dois dígitos, aplicando políticas econômicas claras e previstas e ainda por cima transparentes.

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  1. […] desocupação pulasse até o 7,7%, segundo a mediana dos prognósticos dos economistas, já que as estimações flutuaram entre um 7,4% e […]

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