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Empresas incorporam maior número de cientistas no trabalho


Enquanto há uma contínua diminuição no volume de pesquisadores presentes nas empresas brasileiras, o Estado de São Paulo se destaca pelo aumento da presença desses profissionais no ambiente empresarial.

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Dados da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que serão publicados em julho, na nova edição dos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo, mostram que, em 2008, as firmas concentravam 53% dos pesquisadores, contra 42% nas Instituições de Ensino Superior (IES) e 5% nos institutos de pesquisa.

Em 2001, a proporção era a inversa, com 43% dos pesquisadores nas empresas paulistas, 51% nas IES e 6% nos institutos.

No Brasil, a tendência dos últimos anos tem sido a diminuição de pesquisadores nas companhias – considerando o cálculo de equivalente de tempo integral (ETI) para evitar distorções decorrentes de diferentes regimes de trabalho dos profissionais.

As empresas brasileiras detinham 39% dos pesquisadores em 2001, enquanto as IES contavam com 54% e os institutos de pesquisa, 7%. Em 2008, a proporção era de 33% nas empresas, 61% nas IES e 6% nos institutos do País.

Economia industrial

O levantamento referente ao cenário nacional, que aponta uma queda gradativa da participação desses profissionais no ambiente corporativo, foi feito pelo físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp e professor do Instituto de Física da Unicamp, com base em indicadores do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e na mais recente Pesquisa de Inovação Tecnológica, a Pintec 2008, divulgada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A conclusão foi publicada por Brito Cruz no capítulo inicial do livro Inovações tecnológicas no Brasil – desempenho, políticas e potencial, organizado por Ricardo Ubiraci Sennes e Antonio Britto Filho e lançado no início de junho pela editora Cultura Acadêmica.

Em entrevista a Inovação Unicamp, Brito Cruz explica que desde 2005 as empresas têm registrado uma presença superior de pesquisadores em relação às universidades, o que aproxima o sistema de inovação paulista do modelo dos países desenvolvidos, cuja mão-de-obra para P&D se concentra nas firmas.

"A economia do Estado de São Paulo é mais industrializada e mais parecida com a economia do mundo desenvolvido do que com os demais Estados brasileiros. Além disso, em São Paulo, houve um forte peso nesse cálculo dos pesquisadores do setor automobilístico," diz.

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