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Em 2009 se registrou a primeira queda do PIB Brasileiro em 17 anos.


A economia do Brasil fechou 2009 com uma contração de 0,2%, no que tem sido a primeira queda do produto interno bruto (PIB) desde 1992, quando aconteceu um retrocesso de meio ponto percentual, anunciou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Segundo o organismo estatal, o PIB brasileiro totalizou o ano passado 3,14 bilhões de reais, uns 1,77 bilhões de dólares, no cambio atual, o que significou um PIB per capita, equivalente a 9.263 dólares, um 1,2% inferior ao de 2008, segundo o Instituto.

O resultado e reflexo do impacto da crise financeira global nos primeiros meses de 2009, mas os dados do quarto trimestre demonstram que o país já recuperou o seu processo de escalada econômica, segundo as declarações do ministro da fazenda Guido Mantega.

O Ministro prognosticou para 2010 uma expansão do PIB superior ao 5,7%; ele diz “foi um bom desempenho, porque a maioria dos países registrou um crescimento negativo forte no ano passado. Brasil teve um resultado razoável, se temos em conta o cenário da pior crise do capitalismo dos últimos 80 anos”.

Segundo Mantega, o resultado fortemente positivo do PIB no ultimo trimestre demonstra que “fechamos 2009 com chave de ouro”.

O informe destaca que, entre outubro e dezembro de 2009, o PIB registrou uma expansão de 2% respeito do trimestre anterior e do 4,3% frente ao mesmo período de 2008, quando explodiu a fase mais aguda da crise.

A recuperação foi empolgada pelos bons desempenhos da industria (expansão de 4%) e do setor serviços (um 4,6% de aumento perante ao ultimo trimestre de 2008) enquanto que a produção agropecuária registrou uma retração de 4,6%.

A pesar de recuperação dos últimos meses do ano, a indústria brasileira fechou 2009 com uma retração de 5,5%, entanto que o setor agropecuário registrou um retrocesso de 5,2%. O setor serviços foi o único em registrar uma expansão, que foi de 2,6%.

Segundo IBGE, o monto de investimentos no país, fechou 2009 com uma queda de 9,9%, a pesar da recuperação do ultimo trimestre, quando houve uma expansão de 6,6% perante o período julho-setembro e do 3,6% perante o ultimo trimestre de 2008.

Do mesmo jeito, a taxa de investimento representou o ano passado um 16,7% do PIB, o valor mais baixo desde 2006, quando foi de somente 16,4% do PIB.

A avaliação positiva de Mantega sobre os resultados econômicos de 2009, foi compartilhada por empresários da poderosa Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) que opinaram que os dados do IBGE “demonstram que o país superou a crise”

“Estamos em recuperação, e não tem razão para isso não continuar desse jeito” agregou o diretor do Departamento de Investigação Econômica da Instituição, Paulo Francini, quem sobre o assunto, advertiu que este processo poderia resultar prejudicado se o Banco Central decide elevar a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 8,75% ao ano.

E daquelas decisões que são difíceis de tomar, se você não subir a selic, ai vem a inflação, se você subir, corre risco de parar o crescimento e gerar desemprego.

O trabalho de ministro, sobre tudo de Ministro de Economia não e tarefa fácil, mais do que um político, ele tem de ser malabarista para manter girando sem cair todas as variáveis de mercado que podem afetar ou não a economia da que e chefe… valha-me trabalhão….

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  1. […] dos mais variados processos produtivos.  Normalmente se incluem neste setor a siderúrgica, as indústrias mecânicas, a química, as têxteis, a produção de bens de consumo, o hardware informático, […]

    Pingback por O setor secundário da Economía — 21 de outubro de 2011 #

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