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Economia reagiu em novembro, afirma o BC


A economia brasileira voltou a crescer em novembro, interrompendo uma sequência de três meses de queda, mostram dados do Banco Central. Os números foram divulgados a dois dias da decisão de política monetária, na qual é possível que a Selic sofra novo corte de 0,5 ponto percentual. O IBC-BR, índice criado pelo Banco Central para estimar a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), indica que o nível de atividade econômica do País experimentou recuperação em novembro de 2011. Na versão dessazonalizada, o IBC-BR subiu 1,15% em novembro, em relação ao mês anterior.

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No acumulado dos primeiros onze meses de 2011, o IBC-BR indica crescimento econômico, porém, modesto. O avanço foi de apenas 2,84% em relação a igual período de 2010, na série sem ajustes sazonais, o que reforça a revisão feita pelo Banco Central na projeção para o PIB do ano passado.

No último relatório trimestral de inflação, divulgado em dezembro, o BC informou que projeta para 2011 um crescimento de 3%, percentual inferior aos 3,5% projetados no relatório de setembro. O dado referente ao período de doze meses terminado em novembro de 2011 aponta na mesma direção. O IBC-BR aumentou, na série sem ajustes, 2,97% sobre os doze meses anteriores, divulgou ainda o BC.

De acordo com o relatório Focus do BC, o mercado espera que a economia tenha crescido 2,84%, segundo a mediana das estimativas. Se confirmado, o número marcará uma forte desaceleração ante o crescimento de 7,5% registrado em 2010.

O IBC-BR incorpora variáveis para o desempenho dos três setores básicos da economia: agropecuária, indústria e serviços. Devido a essa abrangência, o cálculo mensal do BC antecipa um indicador similar ao PIB, soma das riquezas produzidas no País e medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No terceiro trimestre, o PIB brasileiro ficou estagnado ante os três meses anteriores, levando o governo a anunciar um pacote de medidas para dar novo estímulo à economia, sobretudo pelo canal do consumo das famílias, que nos últimos anos tem sustentado o crescimento e que registrou queda entre julho e setembro.

O BC também agiu para dar suporte à atividade ao iniciar em agosto um ciclo de afrouxamento monetário, surpreendendo parte dos agentes e utilizando como justificativa as incertezas no cenário internacional. Desde então, a autoridade monetária já cortou o juro em três ocasiões, cada uma em 0,5 ponto, em meio à desaceleração na economia brasileira diante do agravamento na crise de dívida na Europa.

O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia hoje o encontro que decidirá no dia seguinte o rumo da Selic, juro básico da economia. Com base no relatório Focus e a curva futura de juros, o mercado financeiro prevê um corte de 0,5 ponto percentual, que levaria a taxa – hoje em 11% – para 10,5%, menor nível desde julho de 2010, quando estava em 10,25%. A dúvida de investidores recai sobre as próximas duas reuniões, em março e abril. O relatório Focus mostra mais duas quedas de 0,5 ponto cada, mas a curva futura de DI indica um mercado ainda dividido entre um corte de 0,25 ponto e de 0,5 ponto, e sem expectativa de redução na taxa no restante do ano.

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