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Economia deve crescer mais em 2012, projeta BC


Presidente do Banco Central disse que maior crescimento será ajudado por mais reduções na Selic. A economia brasileira deve crescer mais em 2012 ante o ano passado, ajudada por mais reduções na taxa básica de juros, disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ontem.

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Falando a jornalistas nos bastidores de uma conferência bancária em Mumbai, na Índia, Tombini disse que o crescimento econômico ficou perto de 3% em 2011. “A economia está recuperando velocidade agora e o Brasil deve crescer mais em 2012 que em 2011, e crescer mais no segundo semestre do ano do que no primeiro por causa de atrasos na política monetária”, disse.

Ele afirmou que há espaço para mais afrouxamento monetário sem colocar em risco a meta de inflação, que é de cerca de 4,5%, em 2012. Tombini disse que a valorização do real, que tem sido intensa em 2012, acontece em linha com a de outras moedas. “O ano de 2012 começou em um tom otimista em relação aos mercados. Portanto, isso se reflete nas moedas do mundo todo, inclusive no real”.

Alexandre Tombini disse ainda que as reservas internacionais do Brasil são modestas se comparadas ao tamanho da economia e a outros países.

Disciplina e ousadia

Na reabertura dos trabalhos do Congresso, a presidente Dilma Rousseff enviou mensagem em que disse que será preciso em 2012 “disciplina e ousadia” para a condução da política econômica. Dilma apostou na solidez da economia do País diante da crise financeira internacional para mostrar avanços em seu primeiro ano de gestão. Para a presidente, mesmo com incertezas no cenário internacional, o País tem condições para continuar crescendo. “Assegurar rigidez de fundamentos macroeconômicos passa por superávit, continuidade da redução da dívida pública em relação ao PIB”, disse.

Ela completou dizendo que a ousadia é “para continuar investindo nas ações e adotar todas medidas necessárias à produção”. Dilma sustenta que não faltarão recursos para projetos sociais e obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Ao longo da leitura do texto que durou 40 minutos, o único projeto cobrado pela presidente foi a aprovação da Lei Geral da Copa. Ela disse ainda que em relação às obras dos estádios estão em estágio normal e a rede hoteleira não traz preocupação. “Assim que o Congresso concluir a análise da Lei Geral da Copa teremos finalizado os ajustes necessários para cumprimento dos acordos fechados com a Fifa”, disse. Para Dilma, o principal desafio será realizar a conferência do desenvolvimento sustentável, a Rio+ 20.

Defesa comercial

O tom protecionista que marcou o primeiro ano do governo também estará presente em 2012. “Avançaremos ainda mais no aprimoramento de nossas políticas de defesa comercial, para garantir que nossa indústria não seja submetida a práticas concorrências desleais, que podem colocar em risco o emprego e o crescimento brasileiros”, afirmou.

Para a presidente, a “estratégia” para 2012 será continuar fomentando um “crescimento vigoroso” da economia, lastreado em cinco pilares: estabilidade macroeconômica, redução das desigualdades, qualificação da força de trabalho, estímulos à inovação tecnológica e investimentos em infraestrutura.

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