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Economia brasileira crescerá, em média, 4,8% até 2014, estima Governo


A economia brasileira deverá acelerar o seu crescimento nos próximos três anos, a registar uma subida média de 4,8% até 2014, prevê um relatório divulgado esta terça-feira pelo Ministério da Fazenda.

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Para este ano, o estudo prevê um crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), seguida de um crescimento de 5,5%, em 2013, e de 6,0%, em 2014.

No ano passado, segundo dados estimados com base nos três primeiros trimestres, o Brasil cresceu 3,2%, após um aumento de 7,5% em 2010.

“O ano de 2011 foi importante para consolidar a trajectória de crescimento de longo prazo num ambiente internacional de franca desaceleração. Depois da acomodação em 2011, a economia brasileira vai acelerar a uma média superior à dos quatro anos anteriores”, diz o relatório.

Para garantir as taxas previstas de crescimento, o Governo Federal pretende estimular investimentos públicos, especialmente na área de infraestruturas, através do programa de habitação popular conhecido como “Minha Casa, Minha Vida”, e no sector industrial, com a continuidade nas acções do Plano Brasil Maior, lançado no ano passado como medida de incentivo à indústria.

Investimentos na formação de mão de obra técnica especializada, além de programas sociais que prevêem a inclusão de milhares de pessoas à classe média, com fortalecimento do consumo, também estão entre as medidas aplicadas.

Para a inflação, a previsão é de baixa nos próximos meses, com o índice a crescer cerca de 4,7% em 2012, próximo da meta de 4,5% fixada pelo Governo para este ano.

O governo brasileiro trabalha com metas de inflação e não de crescimento, como ocorre na maioria dos países desenvolvidos.

A meta para 2012 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No ano passado, a inflação subiu 6,5%, a atingir o tecto máximo da meta estipulada para o período.

Na avaliação do ministério da Fazenda, predomina a análise de que a política fiscal do Governo foi acertada, com a retirada dos estímulos dados durante a crise financeira para moderar o ritmo da economia e o aumento da meta do superavit primário.

“A estratégia de incrementar o resultado primário diminuiu a carga sobre a política monetária no combate à inflação e diferenciou o Brasil no cenário internacional”, ressalta o documento.

O relatório “Economia Brasileira em Perspectiva” trabalha com dados actualizados até 2 de Fevereiro de 2012.

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