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Economia brasileira cresce 2,6% em 2011, diz Serasa


A economia brasileira se expandiu em 2,6% no ano passado na comparação com 2010, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta sexta-feira (24). A agropecuária alavancou o resultado, enquanto a indústria foi a exceção dos setores e teve desempenho razoável.

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O resultado do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas de uma nação) brasileiro no ano passado é o segundo pior desde 2004, atrás apenas da retração de 0,3% registrada em 2009 – ano mais agudo da crise financeira internacional.

Os economistas da entidade explicam que 2011 teve dois momentos distintos, com o primeiro semestre influenciado pelo ótimo resultado de 2010 e a segunda metade com crescimento mais tímido, sobretudo por causa dos juros altos e do agravamento da crise econômica mundial.

Na primeira metade, segundo a Serasa, a expansão foi de 3,8% em relação ao primeiro semestre de 2010. Já no segundo semestre, a expansão das riquezas foi de 1,5% na comparação com o mesmo período 2010.

Em 2011, a agropecuária aumentou sua atividade em 3,5% e alavancou o resultado positivo do PIB. O setor de serviços também contribuiu para o resultado, ao marcar uma elevação de 2,7% nas atividades.

Por outro lado, a indústria cresceu apenas 1,5% e puxou a geração de riquezas para baixo. As razões para essa expansão modesta, segundo a Serasa, foram “o câmbio valorizado, os juros elevados e a concorrência dos produtos importados”.

Com o dólar valorizado, as mercadorias produzidas no Brasil chegam aos mercados internacionais com preços mais altos e perdem a competitividade. Ao mesmo tempo, os juros altos aumentam os custos da produção, o que eleva o preço do produto também no mercado interno.

Diante deste cenário, as mercadorias fabricadas em outros países entram no país com preço melhor que o produzido nas indústrias nacionais.

O mercado interno foi fundamental para o Brasil crescer 2,6% em 2011. Segundo a Serasa, o consumo das famílias aumentou 3,5% no ano passado. O consumo do governo também ajudou, mas cresceu apenas 2,1% no ano passado.

Ao mesmo tempo, os investimentos em capital fixo, que são máquinas e fábricas, por exemplo, subiram 4,8% em relação a 2010 e também ajudaram a elevar as riquezas do Brasil.

Por outro lado, atrapalharam o desempenho do PIB nacional as importações (compra) de produtos estrangeiros, já que aumentaram 9,4% em 2011. Na contramão, as exportações (venda de produtos fabricados aqui para outros países) cresceram apenas 4,2%.

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