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Crescimento do PIB se mantem em 4,5%


O Ministério da Fazenda divulgou nesta segunda-feira (4) o documento "Economia Brasileira em Perspectiva" referente aos meses de março e abril e manteve a sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano em 4,5%, acima, portanto, dos 4% de expansão esperados pelo Banco Central e pelos analistas do mercado financeiro.

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Para 2012, a previsão de expansão do PIB da equipe do ministro Guido Mantega também não se alterou, permanecendo em 5%. Já para 2013 e 2014, a estimativa permaneceu em 5,5% de crescimento nestes dois anos.

Já a expectativa do Ministério da Fazenda para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano foi mantida em 5,6%. Com isso, a equipe do ministro Mantega continua acreditando que a inflação deste ano ficará acima da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Com essa banda, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2012, a estimativa da Fazenda para o IPCA recuou de 4,6% para 4,5%.

A previsão da equipe da Fazenda, porém, está acima do que projeta o mercado financeiro, que estima um crescimento de 6,15% no IPCA deste ano, e 5,10% de expansão em 2012.

Inflação desacelera

"Depois de alcançar níveis elevados desde o início do ano, a inflação de maio desacelerou, com reversão no comportamento dos preços que vinham exercendo pressão de alta. A favor dessa desaceleração encontram-se os seguintes fatores: a dissipação das más condições climáticas, que provocaram perda na produção de alimentos, e as medidas de política econômica, como a alta da taxa básica de juros e as restrições impostas sobre o crédito", informou o Ministério da Fazenda.

De acordo com a equipe do Ministério da Fazenda, uma das principais "fontes de pressão" sobre a inflação recente no Brasil, que são os preços do etanol, "convergem em direção ao patamar mais baixo registrado no ano passado". "Em março de 2011, os preços do etanol hidratado registraram uma alta de 72% em relação a igual período de 2010, mas já recuaram 28% em maio último. Esse recuo deve gerar impactos de baixa sobre a inflação nos próximos meses", acrescentou.

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