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Catástrofe do Japão pode provocar inflação e pressão no tipo de câmbio.


O presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, disse nesta terça-feira (22) que o terremoto do Japão pode gerar inflação em nível mundial além de pressão sobre o câmbio.

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– Os efeitos [do terremoto seguido de tsunami] ainda são incertos tanto na economia japonesa como no na economia do sudeste asiático e mundial. No curto prazo é possível a interrupção momentânea de importantes cadeias de produção, podendo impactar em diversos países, especialmente do sudeste asiático. Sabemos que vivemos numa economia globalizada do ponto de vista real e financeiro.

A inflação é a primeira conseqüência da escassez de produtos. Quando há menor oferta de um determinado produto no mercado, os preços sobem. O Japão já enfrenta falta de alimentos e água, e o fornecimento de energia foi afetado pelas avarias nas usinas nucleares do país.

O presidente do Banco Central brasileiro lembrou ainda que a demanda do Japão por recursos, pode impactar no câmbio mundial.

– Há ainda do lado financeiro a possibilidade de repatriação de ativos japoneses para ajudar o financiamento da recuperação com impacto sobre a evolução nas taxas de câmbio.

Especificamente sobre a questão energética,Tombini lembrou que uma mudança na matriz energética, que pode ocorrer devidos às incertezas sobre a segurança da energia nuclear, pode pressionar os preços de diversos produtos pelo mundo.

– No médio e longo prazo haverá esforço de reconstrução e a possível mudança na matriz energética que pode pressionar as commodities, principalmente minerais e de petróleo. A catástrofe do Japão e seus desdobramentos no curto, médio e longo prazos ampliam as incertezas de recuperação da economia global e manutenção de preços de importantes ativos, sejam eles commodities ou mesmo na taxa de câmbio.

Alexandre Tombini participou nesta terça-feira de audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Ele foi convidado para expor aos senadores os fundamentos e a forma de execução da política monetária brasileira e discorrer sobre as políticas creditícia e cambial da economia brasileira para 2011.

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