Postado por MGonzalez no 19 de outubro de 2011
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, descartou ontem a possibilidade de ocorrer uma nova escassez de crédito como houve no Brasil após a deflagração da crise financeira mundial de 2008, fato que levou o governo federal a reforçar a oferta de financiamento por parte dos bancos oficiais.

“Não acredito que isso vai ocorrer, até porque atualmente estamos com a demanda por crédito maior que a oferta e no País”, afirmou. Mas ele garantiu que se for necessário e a nova crise econômica que tem foco na Europa chegar ao Brasil, reduzindo a oferta de crédito, o banco está preparado para atuar.
Aldemir esteve ontem em Goiânia, onde recebeu do governador Marconi Perillo, durante solenidade no Palácio das Esmeraldas, a Comenda da Ordem do Mérito Anhanguera. Ele foi recebido também em audiência pelo prefeito Paulo Garcia.
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Publicado em: 19 de outubro de 2011
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Postado por MGonzalez no 30 de setembro de 2011
A solidez do sistema financeiro e consecutivos superávits, que permitiram o acúmulo de reservas, são fatores que protegem o país de eventuais choques e o deixam preparado para enfrentar um possível agravamento da crise econômica internacional, disse hoje (30) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao participar de fórum promovido pela revista Exame.
“O Brasil reúne hoje condições fiscais e monetárias para uma eventual ação anticíclica que poderá se fazer necessária”, observou Mantega. Ele disse que a solidez do sistema financeiro e os superávits são os pontos fortes do país neste momento. “Nós temos espaço para estímulos fiscais, embora eu dê preferência para os estímulos monetários que forem necessários”.
Ele explicou que essa preferência se justifica pelo fato de os ajustes não terem nenhum ônus, enquanto a concessão de estímulos fiscais gera custos. “Estímulo monetário não custa nada. Pelo contrário, quando se reduz a taxa de juros, reduz-se uma das principais dívidas que nós temos”, avaliou.
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Publicado em: 30 de setembro de 2011
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Postado por MGonzalez no 29 de julho de 2011
O cenário incerto para a recuperação da economia global tem motivado bancos centrais – em especial nos países emergentes – a ampliar as compras de ouro em busca de proteção para suas reservas. Segundo dados do Conselho Mundial de Ouro (World Gold Council), a quantidade de metal adquirida no primeiro semestre já supera o total negociado durante todo o ano de 2010. Enquanto isso, o volume de ouro que o Brasil possui em estoque é o mesmo desde 2002. São 33,6 toneladas do metal, que representam apenas 0,5% do total das reservas internacionais do País.

“O ouro se transforma em ativo da crise. Os países correm para ele em momentos de insegurança como o que vemos hoje”, diz Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria. Mas o Brasil faz bem em não comprar o metal, em sua avaliação. “É muito bom para o País não ter mais ouro. A administração das reservas é tão conservadora quanto deve ser. Não temos tradição nisso e nem devemos ter”, diz Blanche. Ele afirma que, historicamente, a volatilidade do ouro é muito elevada e o metal possui rentabilidade negativa. “Quem comprou ouro em 1980 e guardou está perdendo uma fortuna hoje.” Se não for decretado default americano na próxima semana – cenário que Blanche considera praticamente certo – e as tensões na Europa diminuam, a cotação do ouro deve sair do atual patamar recorde de mais de US$ 1.600 por onça troy e voltar para a casa dos US$ 1.300.
Para Eduardo Coutinho, professor do Ibmec-MG, a estratégia de comprar ouro não faz muito sentido no Brasil quando se considera a participação relativa do metal no total das reservas internacionais do País. “Mesmo que o Banco Central triplique as compras de ouro, ainda assim o percentual seria muito pequeno e não seria suficiente para proteger as reservas de uma desvalorização mais acentuada do dólar”, diz Coutinho. Com o atual nível e composição de reservas internacionais, ele acredita que o País “já está bem calçado para sustentar o crescimento e possui economia sólida”. A maior parte das reservas brasileiras está alocada em dólar e títulos do governo americano – o País é o quinto maior detentor desses papéis entre os investidores estrangeiros. Já o estoque de ouro do Brasil fica em 50º lugar, segundo o Conselho Mundial do Ouro.
Enquanto o volume de ouro permanece estável no País, o Banco Central continua a ampliar as compras em moeda estrangeira – em junho, essas reservas estavam em US$ 327 bilhões, 18,4% a mais que em 2010. Segundo analistas, esse movimento pode ser entendido, em parte, como mais uma tentativa do governo de frear a desvalorização do dólar frente ao real – até o último dia 28, a moeda acumula queda de 5,7% no ano.

A corrida para o ouro tem como pano de fundo a insegurança dos bancos centrais e dos investidores no mundo todo sobre qual será o novo padrão monetário internacional, afirma Daniel Motta, professor de economia e finanças do Insper. “Já vivemos o padrão ouro, o padrão dólar e hoje, diante do enfraquecimento da moeda americana, nos perguntamos qual será a referência para as transações internacionais”, diz o economista.
Atualmente, cerca de 60% das reservas internacionais estão em títulos do governo americano, atreladas ao movimento do dólar. Com a desvalorização da moeda – em meio à lenta recuperação da economia americana e ao impasse sobre o endividamento público no país –, a alternativa é procurar proteção por diversificar os investimentos. “O normal seria ir para o euro, mas com a crise da dívida na Grécia e em outros países da região, também não é uma boa ideia. Então acabamos nos voltando para o ouro até saber o que acontecerá daqui para frente”, avalia o professor do Insper.
De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, o banco central do México lidera o movimento de busca pelo metal no ano – o país saiu do patamar de 7 toneladas de reservas de ouro no final de 2010 para 106 toneladas em julho. A Rússia também tem feito compras mensais do metal e já adquiriu 41,8 toneladas desde o início do ano, chegando ao total de 830,5 toneladas de ouro em reserva.