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Carrefour atrás de novos projetos no Brasil


O Carrefour já começa a ir atrás de um novo parceiro no Brasil depois que a proposta de fusão com o brasileiro Pão de Açúcar foi suspensa, na noite desta terça-feira (12). Não há informações sobre quais empresas foram sondadas para aliar os negócios à operação do grupo francês por aqui, mas já foi citado até o nome do gigante americano Wal Mart.

pao de açucar

O diretor financeiro da empresa, Pierre Bouchut, confirmou que pode buscar um novo parceiro para complementar seus negócios no Brasil caso haja outro mecanismo financeiro.

– Não é o caso neste momento. Se nos for apresentada uma nova proposta, seria algo completamente novo.

O diretor financeiro destacou um pouco antes a impossibilidade de uma fusão da filial brasileira do grupo com a CBD (Companhia Brasileira de Distribuição), dona do Pão de Açúcar, que tem participação do Casino, grupo francês rival do Carrefour e que manifestou oposição veemente à operação.

Diante das divergências entre sócios e rivais, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) desistiu de financiar parte do projeto. A instituição do governo poderia ter entrado com R$ 4,5 bilhões para viabilizar a compra, que poderia criar um gigante do varejo mundial, com faturamento de mais de R$ 50 bi por ano.

O empresário Abilio Diniz, fundador da CBD e principal defensor do projeto de fusão, reconheceu na terça-feira o fracasso, após a rejeição pelo Conselho de Administração do Casino, acionista da CBD, e da retirada do BNDES.

– A Península [holding da família Diniz] considera que atualmente não é possível continuar com o projeto.

Segundo o BNDES, que a princípio estaria disposto a financiar a operação, sua intervenção dependia do entendimento de todas as partes envolvidas, incluindo o Casino, mas as condições estabelecidas não foram cumpridas.

Os empecilhos à fusão começaram porque o Casino, atual sócio do Pão de Açúcar, não abre mão do acordo fechado em 1999 que daria a chance de ter a maior fatia da empresa de Abilio Diniz a partir de 2012. O Casino e o Carrefour são rivais na França.

O sócio francês chegou a afirmar que as tratativas entre Diniz e o Carrefour foram "secretas e ilegais". Desde que a proposta de fusão foi divulgada, há 15 dias, começaram as reações negativas.

Mais cedo nesta terça, o conselho de administração do Casino disse que a proposta era contrária aos interesses da varejista brasileira e dos acionistas. O grupo francês disse, ainda, considerar que a estimativa de sinergias, ou seja, juntar setores das empresas envolvidas na fusão para gerar economia de custo, foi "fortemente superestimada", com riscos de execução significativos. Em reunião, o conselho votou de forma unânime contra a operação.

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