Busca:

Brasil testa seu protagonismo


A comitiva brasileira que desembarca em Paris para o primeiro encontro do G20 – grupo das 20 maiores economia do mundo – em 2011 pode não ser das maiores, mas promete fazer barulho. Formada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, pelo secretário de Assuntos Internacionais, Carlos Cozendley, e por outros dois assessores, a equipe chega ao fórum com propostas que contrariam o interesse dos países desenvolvidos, entre eles, a França, anfitriã do encontro.

g20

A pauta da reunião, que acontece entre sexta-feira e sábado, está basicamente formada por três temas centrais: a alta do preço das commodities, a regulação do sistema financeiro mundial e a chamada guerra cambial. Em pelo menos dois deles – commodities e câmbio -, o Brasil pode ter voz significativa nos debates.

“O Brasil é um dos protagonistas do encontro e um dos principais interessados na discussão fundamental, que é a desordem cambial mundial”, diz Antonio Corrêa de Lacerda, professor-doutor do departamento de economia da PUC-SP. “O desenvolvimento do Brasil, no fundo, depende de alguma coordenação internacional com relação ao câmbio”, completa.

Para Cristiane Amaral Serpa, pesquisadora do Centro de Estratégias e Negócios Internacional do Ibmec-MG, a guerra cambial ficou como uma agenda em aberto do encontro anterior, realizado em Seul, no fim do ano passado. “Existem várias posições em debate. Fala-se na criação de uma cesta de moedas. Vamos ver como o debate vai evoluir ao longo do encontro.”

O Brasil, neste sentido, tem um discurso independente. Ao mesmo tempo em que critica a postura de países como a China – que mantêm sua moeda subvalorizada para favorecer as exportações -, o País também critica a “exclusividade” do dólar como moeda de reserva global.

José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, acredita que o ministro Guido Mantega vai ser um dos "provocadores" do debate cambial. "Ele não estará sozinho e acho que vai tentar obter parceiros, mas acho difícil conseguir", avalia.

Crítico com relação ao papel do País nos debates, o professor de economia internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Reinaldo Gonçalves diz que o Brasil é um “mero coadjuvante” no encontro. “No ano passado, os norte-americanos começaram essa discussão do câmbio e jogaram na mesa para todo mundo ir contra a China. É uma briga que nós não temos nada a ver”, diz.

Post Relacionados

1 Comentário

RSS de comentários. TrackBack URI

  1. […] também destacou que a lista de produtos exportados pelo Brasil se constitui basicamente de commodities, bens primários como minérios e grãos de baixo valor agregado. Os setores exportadores com […]

    Pingback por Importações continuam crescendo acima das exportações, aponta Fiesp — 4 de novembro de 2012 #

Deixe um comentário

XHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Condiciones de uso de los contenidos | Responsabilidad

| Canal Brasil