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Brasil ataca guerra cambial


O governo brasileiro revelou na sexta-feira mais uma de suas prioridades na reunião de cúpula do G-20 em Cannes, na França, em novembro: a "guerra cambial" estará de novo no centro dos interesses. A presidente Dilma Rousseff defendeu na última sexta-feira, em Ancara, na Turquia, que países emergentes façam uma parceria para lutar contra a "guerra cambial".

emissao de moeda

As declarações se somam à luta pela regulação dos fluxos cambiais, defendida há três dias, em Bruxelas. A economia foi o tema do principal discurso da presidente realizado no Fórum Empresarial Brasil-Turquia, um evento com a participação de 1,2 mil empresários dos dois países.

Dilma afirmou que os dois países são afetados pelas "políticas cambiais expansionistas" empreendidas pelos bancos centrais de países desenvolvidos. "Somos afetados pelas políticas de reação à crise dos países desenvolvidos, notadamente a expansão monetária praticada por alguns bancos centrais, o que leva a uma espécie de guerra cambial", disse a presidente. "Essas políticas monetárias expansionistas têm sido o remédio privilegiado que as economias mais desenvolvidas têm buscado nos últimos tempos e têm como efeito secundário a valorização artificial de nossas moedas", completou.

A presidente sugeriu uma parceria com a Turquia e os países emergentes no G-20 para que o tema seja uma das prioridades dos debates – proposta repetida horas depois no encontro com o presidente turco, Abdullah Gül. "A Turquia e o Brasil podem contribuir no G-20 para o prosseguimento das reformas das instituições econômicas e financeiras internacionais, aumentando a participação dos nossos países em decisões que afetam diretamente os nossos povos", disse, sugerindo: "No G-20 de Cannes, Brasil e Turquia devem pressionar por resultados concretos".

Crise europeia

A presidente voltou a analisar a crise na Europa, reafirmando que os países desenvolvidos ainda não encontraram o equilíbrio entre ajustes fiscais e estímulos à retomada do crescimento sustentável. "Nem tampouco definiram modelos de regulação capazes de resolver a pesada dívida soberana que pesa sobre seus próprios bancos", criticou. Para se proteger da crise, disse que a saída é apostar nos mercados domésticos, na expansão dos investimentos industriais e agrícolas, em infraestrutura e em políticas sociais.

Segundo Dilma, a crise global resultou na modificação dos fluxos comerciais, uma circunstância que, na sua opinião, deve levar países emergentes como Brasil e Turquia a aprofundarem suas trocas.

"Do ponto de vista de nossos potenciais (o comércio bilateral) é insignificante, muito aquém do desejado", advertiu a presidente brasileira. Os dois países movimentaram no primeiro trimestre de 2011 US$ 1,5 bilhão, número igual ao ano de 2010 inteiro.

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  1. […] o Brasil cumpriu com 71% dos compromissos adotados em 2010, mas foi em direção quanto à ‘guerra cambial‘, considerado por ele próprio um dos temas mais […]

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