Busca:

As designações 3º mundo em vias de desenvolvimento e países do sul


Países do 3º mundo – esta expressão foi utilizada a partir de 1952 e tem uma analogia com o 3º estado (1º estado – clero; 2º estado – nobreza; 3º estado – povo), tinha um fundamento mais geopolítico do que económico e procurava demarcar um lugar próprio para os países que não queriam ser engolidos nas esferas capitalista e comunista. É a busca do “Não alinhamento” e do antigo colonialismo.

Países em vias de desenvolvimento – esta designação expressa uma comparação entre os países desenvolvidos e os em vias de desenvolvimento e propõe-se indicar que o país está em vias de atingir um certo número de transformações no plano económico, que traduzem um melhor e mais intensivo emprego das forças produtivas. É utilizada indiferentemente como sinónima de “países subdesenvolvidos” embora a rigor haja países subdesenvolvidos que não estão em vias de desenvolvimento.

Países do Sul – esta expressão surgiu a partir dos anos 80 e resulta da constatação que a maior parte dos países pobres se encontram no hemisfério sul.

O subdesenvolvimento pode ser caracterizado pela fraca prestação no seguinte conjunto de indicações:

  • nível de nutrição
  • analfabetismo
  • mortalidade infantil
  • doenças venéreas
  • nível de industrialização
  • nível de salários

Como medir o crescimento e desenvolvimento

Só há crescimento desde que a produção aumente e o seu aumento não seja obra do acaso. O crescimento económico pode ser encarado num duplo sentido:

sentido restrito – para significar um aumento da produção a curto prazo, mas que é reversível.

O termo mais correcto é o de expansão.

sentido lato – inclui as mudanças de estrutura englobando as mudanças sectoriais e as mudanças que tornam o crescimento auto-sustentado.

O crescimento económico em sentido lato apresenta as seguintes características:

– é um movimento ascendente de algumas grandezas económicas (rendimento nacional e produto nacional bruto (PNB) );

– é um fenómeno irreversível, pois provoca modificações nas condições de produção, incorpora progresso técnico, gera novos hábitos de consumo, etc.;

– é um movimento de transformação estrutural, porque permite o aparecimento de novas indústrias e modifica alguns sectores económicos.

O crescimento económico associa a si mudanças sociais porque gera:

  • novas relações de propriedade;
  • novas tecnologias;
  • aumento dos bens de produção.

Tipos de crescimento

Crescimento extensivo – é aquele que se obtém pelo aumento dos factores de produção utilizados.

Crescimento intensivo – é aquele que se obtém a partir da utilização mais eficaz das forças produtivas.

Crescimento potencial – é aquele que se obtém pela utilização máxima de todos os recursos disponíveis.

Crescimento equilibrado – é aquele que se obtém através do crescimento assente nos equilíbrios macro-económicos clássicos: orçamental e da balança de pagamentos, sem tensões inflacionistas.

Crescimento exponencial – é aquele que se verifica quando se regista uma taxa de crescimento constante.

Crescimento zero – é aquele que pretende preservar o equilíbrio ecológico e a conservação dos recursos naturais. Este crescimento procura fazer crescer os sectores não poluentes, ao mesmo tempo que desincentiva os sectores poluentes.

Post Relacionados

1 Comentário

RSS de comentários. TrackBack URI

  1. […] surgiu o subdesenvolvimento Postado por MGonzalez no 29 de junho de 2010 O subdesenvolvimento é na perspectiva marxista fruto […]

    Pingback por Como surgiu o subdesenvolvimento — 3 de novembro de 2012 #

Deixe um comentário

XHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Condiciones de uso de los contenidos | Responsabilidad

| Canal Brasil