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Aprobio defende mais qualidade e segurança na produção do biodiesel


A diretoria da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) participou no dia 16 de fevereiro de 2012 da audiência pública sobre novas especificações do produto, na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro. O conselheiro da entidade, Alexandre Pereira, afirmou que os produtores aceitam uma nova regulamentação, desde que ela se aplique a todos os segmentos da cadeia produtiva.

Economia13Esse é também o posicionamento do órgão regulador, expresso na audiência pela sua coordenadora de Biocombustíveis, Maria Ines de Souza. Segundo ela, o biodiesel é responsabilidade de distribuidores e revendedores, e não apenas dos produtores.

Antes da audiência, em balanço sobre o mercado de combustíveis no ano passado, o superintendente de Abastecimento da ANP, Dirceu Amorelli, apresentou uma série de dados mostrando a importância da produção de biodiesel para a redução da dependência de importação de diesel mineral.

“Se não fosse o biodiesel a importação de diesel pelo país seria maior. Mas não é só a balança comercial que importa. Nessa conta entram outros aspectos positivos do biodiesel”, afirmou ele.

Amorelli não explicitou, mas em 2010, por exemplo, a economia com a importação de diesel foi de US$ 1,4 bilhão, reduzindo o impacto no déficit de pagamentos na balança comercial. Naquele ano, o país desembolsou US$ 5 bilhões para importar 9 bilhões de litros de diesel.

O presidente da Aprobio, Erasmo Battistella, tem ponderado que os produtores têm condições de reduzir o nível de umidade do biodiesel das atuais 500 ppm (partes por milhão) para 200 ppm, como propõe a Agência. Ele argumenta, contudo, que o resto da cadeia produtiva precisa garantir esse patamar até a comercialização do produto ao consumidor final.

Ao se pronunciar na audiência em nome da Associação, que representa 60% da produção nacional, Pereira reafirmou o compromisso com o consumidor. “Qualquer que seja a especificação, temos de ter qualidade”. Ele defendeu a certificação também para os distribuidores. No final de janeiro, em audiência na ANP, Battistella já pedira à diretoria da Agência a criação de um selo de qualidade que certifique o nível do produto nas usinas de biodiesel.

Europa

Pereira disse que os produtores concordam com a visão dos demais segmentos do setor de adotar o nível de 200 ppm de umidade quando for introduzido no país o diesel S-10, importado pela Petrobras, com 10 ppm de enxofre, em 2013. Desde o início deste ano começou a venda de S-50, diesel também importado, com 50 partes de enxofre por milhão.

O conselheiro da Aprobio disse que este consenso assemelha-se aos acordos celebrados por produtores e distribuidores europeus de biodiesel, que mantém um nível de 350 ppm de umidade no produto, embora a exigência da União Européia seja de 500 ppm, como é hoje no Brasil.

A proposta da Associação, de adotar os mesmos 350 ppm, posicionará a indústria brasileira com o menor nível mundial de água no combustível, como na Europa. O presidente da entidade ressalta que é muito difícil manter a umidade baixa demais em um produto que, como o biodiesel, absorve-a do ar. “Ainda mais em um país como o nosso, de dimensões continentais, onde o clima varia de uma região para outra, com diferenças significativas nos índices de umidade relativa”, ponderou Battistella.

A posição da ANP sobre a responsabilidade pela qualidade do produto ser de todos os elos da cadeia já fora manifestada no período da consulta pública. Por fim, a técnica abordou a caracterização do comprador como agente da cadeia produtiva, pois, além de adquirir, ele também controla o estoque do produto.

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