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A briga comercial entre Brasil e EEUU ainda pode se resolver.


Diz-se que faz muitos anos que um delegado de comercio norteamericano que negociava com seu par australiano se inclinou na mesa e falou “no café da manhã nos engolimos paises como o seu”.

O que sim e certo que os sócios comerciais dos USA, resistem cada vez mas a intimidação. O Brasil anunciou que aumentará as alíquotas aplicadas a mais de 100 importações originarias de USA, em represália dos subsídios ilegais que recebem os produtores de algodão dos EEUU.

Os números que isto implica não são enormes e a briga que leva anos, ainda pode se resolver. Quando Brasil se converteu no primeiro país em desenvolvimento em apresentar um caso agrícola contra os Estados Unidos perante OMC em 2002, pressionou para que sejam aplicadas fortes sanções.

Em agosto de 2009, a OMC promulgou que só teria autorização para dispor de U$S 830 milhões em multas sobre os produtos.
A verdade e que o destino das economias de Estados Unidos e Brasil, dependem menos do comercio do que temem os investidores. A pesar do rápido crescimento do Brasil e seu mais alto perfil, sua economia e bastante fechada em termos de estándares internacionais.

As exportações de produtos e serviços representam só 14% da produção do Brasil, contra 40% de Chile e China e 30% do México.

A penetração das importações, ainda que tenham se duplicado desde 1990, também e so de 13%.

O mesmo que os Estados Unidos, aonde o Brasil representou unicamente 2,5% das exportações do ano passado, uma décima parte do valor dos carregamentos de produtos que chegam no Canadá e a metade do que se dirige para Japão.
O consumo e seis vezes mais importante que as exportações totais para a economia na sua totalidade. Os delegados de comercio estadounidense nem sempre se saíram com a sua, mas se o gasto aumentar, a estranha represália não estragará o café da manhã.

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