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Arquivos mensais: julho, 2011

Brasil não engata na corrida dos Bancos Centrais pelo Ouro


O cenário incerto para a recuperação da economia global tem motivado bancos centrais – em especial nos países emergentes – a ampliar as compras de ouro em busca de proteção para suas reservas. Segundo dados do Conselho Mundial de Ouro (World Gold Council), a quantidade de metal adquirida no primeiro semestre já supera o total negociado durante todo o ano de 2010. Enquanto isso, o volume de ouro que o Brasil possui em estoque é o mesmo desde 2002. São 33,6 toneladas do metal, que representam apenas 0,5% do total das reservas internacionais do País.

“O ouro se transforma em ativo da crise. Os países correm para ele em momentos de insegurança como o que vemos hoje”, diz Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria. Mas o Brasil faz bem em não comprar o metal, em sua avaliação. “É muito bom para o País não ter mais ouro. A administração das reservas é tão conservadora quanto deve ser. Não temos tradição nisso e nem devemos ter”, diz Blanche. Ele afirma que, historicamente, a volatilidade do ouro é muito elevada e o metal possui rentabilidade negativa. “Quem comprou ouro em 1980 e guardou está perdendo uma fortuna hoje.” Se não for decretado default americano na próxima semana – cenário que Blanche considera praticamente certo – e as tensões na Europa diminuam, a cotação do ouro deve sair do atual patamar recorde de mais de US$ 1.600 por onça troy e voltar para a casa dos US$ 1.300.

Para Eduardo Coutinho, professor do Ibmec-MG, a estratégia de comprar ouro não faz muito sentido no Brasil quando se considera a participação relativa do metal no total das reservas internacionais do País. “Mesmo que o Banco Central triplique as compras de ouro, ainda assim o percentual seria muito pequeno e não seria suficiente para proteger as reservas de uma desvalorização mais acentuada do dólar”, diz Coutinho. Com o atual nível e composição de reservas internacionais, ele acredita que o País “já está bem calçado para sustentar o crescimento e possui economia sólida”. A maior parte das reservas brasileiras está alocada em dólar e títulos do governo americano – o País é o quinto maior detentor desses papéis entre os investidores estrangeiros. Já o estoque de ouro do Brasil fica em 50º lugar, segundo o Conselho Mundial do Ouro.

Enquanto o volume de ouro permanece estável no País, o Banco Central continua a ampliar as compras em moeda estrangeira – em junho, essas reservas estavam em US$ 327 bilhões, 18,4% a mais que em 2010. Segundo analistas, esse movimento pode ser entendido, em parte, como mais uma tentativa do governo de frear a desvalorização do dólar frente ao real – até o último dia 28, a moeda acumula queda de 5,7% no ano.

A corrida para o ouro tem como pano de fundo a insegurança dos bancos centrais e dos investidores no mundo todo sobre qual será o novo padrão monetário internacional, afirma Daniel Motta, professor de economia e finanças do Insper. “Já vivemos o padrão ouro, o padrão dólar e hoje, diante do enfraquecimento da moeda americana, nos perguntamos qual será a referência para as transações internacionais”, diz o economista.

Atualmente, cerca de 60% das reservas internacionais estão em títulos do governo americano, atreladas ao movimento do dólar. Com a desvalorização da moeda – em meio à lenta recuperação da economia americana e ao impasse sobre o endividamento público no país –, a alternativa é procurar proteção por diversificar os investimentos. “O normal seria ir para o euro, mas com a crise da dívida na Grécia e em outros países da região, também não é uma boa ideia. Então acabamos nos voltando para o ouro até saber o que acontecerá daqui para frente”, avalia o professor do Insper.

De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, o banco central do México lidera o movimento de busca pelo metal no ano – o país saiu do patamar de 7 toneladas de reservas de ouro no final de 2010 para 106 toneladas em julho. A Rússia também tem feito compras mensais do metal e já adquiriu 41,8 toneladas desde o início do ano, chegando ao total de 830,5 toneladas de ouro em reserva.

 

Brasil continua sendo atrativo para os investidores


O Banco Central participou, junto com o Ministério da Fazenda, da discussão sobre as medidas publicadas ontem para conter a valorização cambial, revelou Alexandre Tombini, presidente da autoridade monetária, após conferência na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.

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Segundo ele, as novas regras têm o objetivo de conter a alavancagem do real ante o dólar, em um momento de ampla liquidez internacional e algumas moedas sob pressão. Mas, apesar das ações para conter o fluxo de capital, o Brasil continuará a atrair investimentos.

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Brasil no 5º lugar em ranking de Investimentos. É Penta!


O Brasil saltou da 15ª posição para a 5ª, de 2009 para 2010, no ranking dos países que mais receberam investimentos estrangeiros, segundo relatório da agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado nesta terça-feira (26) pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet).

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De acordo com os dados do World Investment Report 2011, o Brasil recebeu em 2010 um total de US$ 48,4 bilhões em Investimentos Diretos Estrangeiros (IDE), valor 86,7% maior do que os US$ 25,9 bilhões atraídos em 2009.

O Brasil só ficou atrás de Estados Unidos, China, Hong Kong e Bélgica no ranking dos destinos preferenciais dos fluxos globais de investimento externo no ano passado.

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Restrição no crédito afeta a atividade econômica


A atividade econômica do País cresceu 0,5% em maio na comparação com abril. Em relação ao mesmo mês de 2010, a expansão da atividade foi de 3,2% e, nos últimos 12 meses encerrados em maio, houve elevação de 5,1%. É o que aponta a pesquisa mensal realizada pela Serasa Experian.

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Segundo o economista da empresa, Luiz Rabi, ao olhar para os meses deste ano, o Brasil continua crescendo. No entanto, ao compararmos os trimestres, é possível notar que as medidas fiscais e monetárias adotadas pelo atual governo começam a produzir trajetória de desaceleração na economia, em linha com as necessidades de se promover a convergência da inflação à sua meta.

Governo vai manter economia livre de ameaças


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o governo vai defender a economia brasileira de todas as ameças internas e externas para manter a capacidade de crescimento. Dilma esteve presente no lançamento do Pacto pela Erradicação da Miséria, em Arapiraca, Alagoas.

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"Não tenham dúvida de que seremos capazes de defender a economia brasileira de todas as ameças internas e externas. Estou me referindo à ameaça da inflação, por exemplo, que corrói a renda do trabalhador e que saberemos responder à altura", disse Dilma.

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Governo anuncia plano para recuperar ‘terreno’ perante China


A presidente Dilma Rousseff disse que nesta sexta-feira que será lançado no dia 2 de agosto um pacote de medidas para melhorar a competitividade da economia no país. Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que o Programa de Inovação do Brasil vai tentar ajudar na recuperação da indústria nacional no terreno perdido na disputa com a China.

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Dilma também declarou que os planos do governo estão sendo mantidos para atingir as metas de superavit primário. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", a presidente afirmou o governo decidiu manter "a economia crescendo de forma consistente", mesmo que em um ritmo menor do que em 2010.

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Brasil sobe 21 posições em ranking global de inovação


O Brasil avançou 21 posições em um ranking de inovação com 125 países elaborado pela Confederação da Indústria da Índia em parceria com o instituto de administração europeu Insead e com a World Intellectual Property Organization (Wipo), agência especializada das Nações Unidas. De 2010 para 2011, o país saltou da 68ª posição para a 47ª.

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A Índia aparece na 62ª posição. Entre os Brics, o Brasil perde apenas para a China, 29ª colocada. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o ‘The Global Innovation Index’, o GII 2011, os dez países mais inovadores do mundo são: Suíça, Suécia, Singapura, Hong Kong, Finlândia, Dinamarca, Estados Unidos, Canadá, Holanda e Reino Unido.

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